
Enquanto o mundo branco se apressa em nos solicitar alternativas ao seu destino aterrorizador, nós, o mundo negro, vivemos as consequências maléficas de sua opção civilizatória. O planeta numa marcha breve se transforma em uma grande favela: as desigualdades sociais e ambientais aliadas às políticas de morte circundam a vida de milhares de pessoas em

Assistir ao filme 12 anos de escravidão (2013) não deixa de causar certo incômodo. Com fortes cenas de sofrimento e humilhação, o diretor Steve McQueen consegue chocar retratando uma situação a ponto de transformar a dor física dos personagens em dor psicológica para o público.

Quero pedir licença pra entrar, para falar com minhas irmãs, esse não é um texto teórico, é uma carta de amor, porque tem sido doloroso acompanhar as nossas desavenças abertas a um público que vibra com a nossa carne exposta, que vibra com os nossos desafetos e a nossa desunião.

A luta pela Defesa das Vidas Negras e pela construção de uma Sociedade de Bem Viver é a tônica principal deste ano Por Patrícia Rosa / Com contribuição de Mariana Gomes No ano de 1992, no mês de julho, mulheres…

Em minhas recentes experiências em movimentos sociais e trajetória acadêmica tenho sido estimulada pela efervescência das discussões relacionadas á descolonização do saber e conhecimento, disputas de narrativas, escrita como prática de liberdade, imobilizações determinadas pelo racismo.

A obra denúncia “A carne”, música composta por Marcelo Yuka, Seu Jorge e Ulisses Cappelletti, em 2002, retrata a estrutura racista da sociedade brasileira. A cantora Elza Soares, mulher negra e grande artista da contemporaneidade, em 2019, lançou nova versão dessa música com o seguinte trecho...

Na tarde da última sexta-feira (26), um evento na internet que diz muito sobre o atual contexto político da Bahia passou com pouco destaque pelas principais redes sociais. Era a coletiva virtual de imprensa do Partido dos Trabalhadores (PT) para apresentar a plataforma de campanha à prefeitura de Salvador...

Uma das perguntas que tem sido feita a partir da eclosão dos protestos é: como é que chegamos até aqui? Seria o racismo delírio, miopia, ignorância ou projeto? Para responder essas perguntas, primeiro é preciso resgatar as narrativas que foram historicamente forjadas.

“Olhe, um preto!” Era um estímulo externo, me futucando quando eu passava. Eu esboçava um sorriso. “Olhe, um preto!” É verdade, eu me divertia. “Olhe, um preto!” O círculo fechava-se pouco a pouco. Eu me divertia abertamente. “Mamãe, olhe o preto, estou com medo!” Medo, medo! E começavam a me temer.

A branquitude só ganha solo fértil de discussão quando o lugar tem conflitos de caráter étnico-racial, ou seja, seria possível discutir relações étnicas se não há brancos, negros, indígenas ou orientais?

Oi filha, deixa a mãe te contar umas coisas. A verdade é que não sei direito se ainda vou te parir, porque tenho muito medo do que o mundo possa fazer com você. Do ano de 2020 em que eu escrevo

A solidariedade afrodiaspórica foi (re)acionada com o assassinato bárbaro e racista de George Floyd, 46 anos, em Minneapolis, estado de Minnesota (EUA), na 2ª feira, 26.5.