Mostra ‘Mãos: 35 anos da Mão Afro-Brasileira’ está em exposição em dois museus de São Paulo

A exposição acontece até março de 2024,  com a reunião de  pinturas, gravuras, fotografias, esculturas e documentos de mais de 30 artistas

A exposição acontece até março de 2024,  com a reunião de  pinturas, gravuras, fotografias, esculturas e documentos de mais de 30 artistas

Texto: Divulgação

Imagem: Renato Parada

O  Museu de Arte Moderna de São Paulo e o Museu Afro Brasil Emanoel Araújo recebem simultaneamente  a exposição “Mãos: 35 anos da Mão Afro-Brasileira”, de curadoria de Claudinei Roberto da Silva. A exposição de curadoria de Claudinei Roberto da Silva, celebra e revisita do legado da mostra A Mão Afro-Brasileira,  realizada no MAM em 1988, ano do centenário da abolição da escravidão, com curadoria de Emanoel Araujo e que marcou a história da arte do país. 

A atual exposição é  uma homenagem das duas instituições ao legado do curador Emanoel Araújo, que nasceu na cidade de Santo Amaro da Purificação (BA). Ele foi  escultor, desenhista, ilustrador, figurinista, gravurista, cenógrafo, pintor, curador e museólogo. O multiartista faleceu em setembro de 2022, aos 81 anos, em sua casa, em São Paulo.

“A exposição  é inaugurada 35 anos depois da pioneira versão feita no MAM São Paulo. Mais do que aderir a uma discussão hoje bastante presente nas instituições, o Museu de Arte Moderna de São Paulo revisita a sua história, revelando o seu  pioneirismo em relação à valorização da arte afro-brasileira que marca tão profundamente a identidade e a cultura nacionais”, comenta, presidente do MAM, Elizabeth Machado.

No MAM, a exposição será exibida na Sala Paulo Figueiredo com obras de cerca de 40 artistas negros. No Museu Afro Brasil Emanoel Araújo, serão exibidas na Biblioteca Carolina Maria de Jesus,  obras de Emanoel Araujo, Denis Moreira, May Agontinmé, Juliana dos Santos, Lidia Lisbôa e Renata Felinto .

Para o curador chefe do MAM, a exposição “Mãos: 35 anos da Mão Afro-Brasileira”, é fundamental para a reflexão sobre a história das exposições, para ele a mostra atualiza o debate e reabre um campo de possibilidades. “A exposição valoriza a produção simbólica dos que tradicionalmente estiveram relegados às margens nas narrativas oficiais das instituições que dominaram as discussões sobre artes nos últimos 150 anos”, comenta Cauê Alves.

A mostra fica em exposição nos dois museus, até 03 de março de 2024. No MAM Os ingressos custam R$30,00 a inteira e R$15,00  a meia-entrada, aos domingos, a entrada é gratuita e o visitante pode contribuir com o valor que quiser. No Museu Afro Brasil Emanoel Araújo, os ingressos custam, a inteira, R$15,00  e R$7,50  a meia-entrada. Às quartas-feiras o acesso  é gratuito para todos os públicos. 

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