Imagens de uma câmera de segurança mostram a ação violenta dos agentes, que colocaram o joelho no pescoço da vítima. A cena lembra o assassinato de George Floyd

Por Patrícia Rosa

Circula nas redes sociais, um vídeo onde uma mulher com  o seu bebê no colo, foi imobilizada durante uma abordagem da polícia militar. O fato ocorreu na cidade de Itabira, a cerca de 80 km de Belo Horizonte (MG), na última sexta-feira (05). 

A jovem, que não teve o nome divulgado, que segurava seu filho e estava acompanhada de outro garoto, seu enteado. As gravações mostram o instante em que ela é jogada no chão com o bebê. Em seguida, um dos policiais, pressiona  com o joelho o pescoço da vítima. A cena lembra o assassinato de George Floyd no EUA em 2020. O bebê foi retirado da ação de violência, por uma das  testemunhas, que acampavam na abordagem,  outra criança aparece desesperada com a situação e foi empurrada por um dos agentes. 

Em nota divulgada pelo jornal Estado de Minas Gerais,  a Polícia Militar declara que se tratava de uma prisão em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e munições: “Para impedir a apreensão da arma de fogo que estava consigo, a mulher se agarrou a uma criança, usando-a como escudo humano e se recusando a largá-la. Assim, foi projetada ao solo e imobilizada, numa queda controlada, nenhuma lesão sofrendo a criança”, declara o órgão.

Após a abordagem, a mulher foi levada para viatura e detida, ela  responderá em liberdade por resistência policial. O marido da jovem, que não aparece na gravação, também foi preso e liberado após pagar fiança  de um salário mínimo. 

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Itabira acompanha o caso, e divulgou uma  nota na manhã, declarando preocupação com a abordagem policial, contra a mulher e as crianças: “Operações de enfrentamento ao crime são necessárias, mas devem ser feitas com inteligência, prudência e planejamento. Salientamos que o norte permanente da atuação das forças de segurança deve ser a preservação de vidas, inclusive a dos próprios policiais”, afirma a instituição. A nota foi divulgada em redes sociais.