A vítima de 44 anos tentava pela oitava vez atendimento no CRAS

Por Daiane Oliveira

Imagem: TV Globo

Janaína Nunes Araújo (44) foi vista nas proximidades do Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) de Paranoá no Distrito Federal (DF) por volta das 20h. Após mais de 8h de espera, por volta de 4h26,  deu entrada no Hospital Regional do Paranoá onde faleceu às 5h da manhã da última quarta-feira (17). Essa era a oitava vez que Janaina tentava atendimento na unidade para solicitar o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Em nota, a Secretaria de Desenvolvimento Social de Paranoá (Sedes) informa que Janaína Nunes Araújo deu entrada no hospital apresentando um quadro de “cianose de face (rosto roxo), corpo rígido e pupilas médias fixas e foi solicitada necropsia do corpo para identificar a causa da morte.”

Em entrevista ao G1, a autônoma Iomar Fernandes Torres, companheira de Janaína, afirmou que a vítima era hipertensa, obesa, sofria de síndrome do pânico, depressão e ansiedade. Sem conseguir trabalhar tentava mais uma vez atendimento na unidade para conseguir o benefício. Iomar acompanhava a companheira, com quem tinha uma relação de 10 anos, quando ela passou mal e veio a óbito.

Com clima quente durante o dia e frio pela noite, segundo o Climatempo, Paranoá registrou temperatura que variava entre 15º e 28º no dia 17 de agosto. Foi em uma noite fria, que Janaína, a companheira e outras dezenas de pessoas aguardaram por horas para tentar um atendimento na unidade do CRAS.

Apesar da Secretaria informar que realizou reestruturação do quadro de pessoal e que tem uma média de atendimento mensal de 42 mil nas 29 unidades do CRAS, é constante as enormes filas de pessoas que precisam dormir no local para conseguir atendimento aos serviços.