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666 obras retornam ao Brasil e passam a integrar acervo do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira

Coleção foi devolvida por duas estadunidenses que ao longo de três décadas reuniram produções de diferentes gerações
Imagem: Amanda Tropicana /MINC

Texto: Divulgação

O Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB), no Centro Histórico de Salvador (BA), anunciou a incorporação de 666 obras de arte ao seu acervo. O conjunto integra a maior repatriação de obras de artistas afro-brasileiros já registrada no país. As peças pertenciam a uma coleção privada formada por duas cidadãs dos Estados Unidos ao longo de mais de 30 anos e agora passam a compor uma instituição pública dedicada à preservação da memória e da produção cultural negra.

As obras chegaram a Salvador no dia 12 de janeiro, após um processo logístico internacional que incluiu embalagem especializada, cumprimento de normas de conservação museológica, trâmites alfandegários e transporte técnico. Segundo o museu, as colecionadoras realizaram a doação das peças.

O acervo reúne pinturas, esculturas, fotografias, xilogravuras, arte sacra, gravuras e estampas. A diversidade de técnicas e suportes apresenta registros de diferentes períodos e linguagens da arte afro-brasileira, ampliando o conjunto de referências disponíveis para pesquisa, formação e acesso público em um espaço voltado à história e à cultura da população negra.

Entre os artistas que produziram as obras estão: J. Cunha, Goya Lopes, Zé Adário, Lena da Bahia, Raimundo Bida, Sol Bahia e Manoel Bonfim, além de outros nomes. As trajetórias reunidas nas obras dialogam com experiências sociais, religiosas e políticas que atravessam a produção cultural negra no Brasil.

A chegada das peças foi acompanhada por representantes do Ministério das Relações Exteriores, da Receita Federal, da Fundação Cultural Palmares, da Prefeitura de Salvador e da direção do Muncab, além de artistas, pesquisadores e lideranças culturais. Para a ministra da Cultura, Margareth Menezes, o retorno das obras marca um processo de reconexão histórica. “Esses bens culturais retornam como objetos artísticos e como testemunhos vivos da memória afro-brasileira, reforçando a dignidade, a identidade e o pertencimento cultural do povo brasileiro”, afirmou em nota da pasta.

Com a incorporação das obras, o Muncab amplia o acesso público a produções que registram experiências negras no campo das artes visuais e fortalece a presença de artistas afro-brasileiros em acervos institucionais.

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