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Diretora de abrigo feminino é presa por tortura e estelionato em Jequié (BA)

Imagens das câmeras de segurança mostram a mulher, e uma comparsa, agredindo e acorrentado uma adolescente de 17 anos
Imagem: Reprodução

Por Matheus Souza

Elma Vieira Brito, de 51 anos, diretora da Associação Casa das Mulheres, em Jequié, no sudoeste da Bahia, foi presa temporariamente nesta segunda-feira (23), durante a Operação Elas por Elas, deflagrada pela Polícia Civil do estado. A investigada é suspeita dos crimes de tortura, peculato, estelionato e lavagem de capitais. 

Os crimes foram flagrados por câmeras de segurança. Nas imagens é possível ver uma adolescente de 17 anos sendo puxada pelos cabelos, logo após ela recebe um tapa no rosto e é arrastada pelo chão por Elma Brito. Em seguida, outra mulher identificada como Diná Valdelice Carvalho a segura, enquanto a presidente acorrenta a vítima. 

Diná Carvalho também foi presa, horas depois, escondida na casa da presidente. A agressão durou mais de sete minutos. A polícia ainda não possui informações sobre a motivação do crime. Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, foram apreendidos aparelhos celulares, computadores, documentos e um veículo modelo Corolla Cross, materiais que serão analisados posteriormente.

Em junho de 2025, a instituição havia sido reconhecida com o Selo Lilás. A certificação do governo estadual, reconhece e certifica empresas que adotam políticas de igualdade de gênero e atuam na defesa de vítimas contra a discriminação, o assédio e a violência sexual.

Além das agressões, há também indícios de irregularidades financeiras, com possível desvio de recursos públicos e movimentações suspeitas, além da instalação de câmeras de monitoramento em ambientes privados, o que configura violação à intimidade das mulheres acolhidas no abrigo.

A Justiça determinou o afastamento cautelar da diretoria da entidade investigada, a nomeação de interventor judicial para administração provisória da instituição e o acesso a dados armazenados em dispositivos eletrônicos apreendidos durante a operação. A decisão prevê ainda o encaminhamento das possíveis vítimas à rede de proteção social, com acompanhamento especializado.

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