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Tenente-coronel réu por ter assassinado a esposa é aposentado com salário integral

Polícia Militar de São Paulo oficializou a decisão nesta quarta-feira (2) e o acusado deve receber cerca de R$ 20 mil reais mensalmente
Imagem: Redes Sociais

Por Matheus Souza

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso após assassinar a esposa e policial militar Gisele Alves Santana, foi aposentado com direito a vencimentos integrais, isto é, recebendo os valores equivalentes ao último salário antes da prisão, o que está em torno de R$ 28 mil bruto. Os dados estão disponíveis no site da Transparência do Governo de São Paulo

O pedido de aposentadoria foi feito pelo próprio tenente-coronel e a decisão foi oficializada pela Polícia Militar de São Paulo nesta quinta-feira (2). De acordo com a portaria de Diretoria de Pessoal da corporação, Geraldo Neto tem direito a se aposentar pelos critérios proporcionais de idade. O réu foi transferido para a reserva da corporação e, dependendo dos critérios de proporcionalidade aplicados, a aposentadoria do assassino deve girar em torno de R$ 20 mil.  

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que autorizou a instauração de um conselho de justificação em relação ao tenente-coronel, que pode resultar em demissão, perda do posto e da patente. Segundo a pasta, a instrução continua a valer mesmo após a transferência do oficial para a reserva.

A Secretaria também explicou que o inquérito policial militar que apura a morte da soldado Gisele Alves Santana está em fase final e será encaminhado ao Judiciário. O oficial permanece preso preventivamente por decisão judicial, após representação da Corregedoria da PM.

Relembre o caso

No dia 18 de fevereiro, vizinhos do casal ouviram um disparo de arma de fogo por volta das 7h28. Porém, a polícia só foi acionada pelo tenente-coronel meia hora depois. Durante o intervalo, o tenente-coronel efetuou diversas ligações. Imagens das câmeras de segurança do prédio onde o casal vivia registraram que policiais militares subordinados a Rosa Neto se dirigiram até o apartamento por ordens dele. Eles teriam limpado o ambiente, retirando marcas de sangue e de agressão.

Após o sepultamento, o corpo de Gisele foi exumado e passou por uma segunda perícia. Foram encontrados sinais de agressão no seu rosto e pescoço, compatíveis com unhas e mãos. Em mensagens encontradas no celular do réu, a vítima havia reclamado, antes de morrer, de ter levado um tapa no rosto. Ao ser encontrado, o corpo de Gisele estava segurando a arma do crime, segundo a perícia, numa posição altamente improvável em casos de suicídio, o que indica que ela foi assassinada.

O Ministério Público declarou, baseado em outras mensagens encontradas no celular de Rosa Neto, que o réu possuía “comportamento machista, agressivo, possessivo, manipulador e autoritário”. Nelas, o tenente-coronel se auto referencia como um “macho alfa”, “soberano”, “provedor” e exigia de Gisele um comportamento submisso. 

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