Texto: Divulgação
Um curta-metragem gravado na Amazônia busca produzir uma narrativa inovadora ao propor reflexões sobre racismo, memória e ressignificação a partir da trajetória de uma mulher negra da região. “Destino da Pele” acompanha Tereza, que reencontra, após cinquenta anos, Joaquim, um possível amor de infância. Lançada neste mês como parte da programação da Mostra Amazônia Negra, em Porto Velho (RO), a produção continuará em circulação por festivais de cinema de todo o país.
O enredo do reencontro aborda a rejeição e as violências sofridas na escola por conta de uma pele retinta. A narrativa busca conduzir o espectador por esse movimento de confronto com o passado, no qual Tereza revisita a dor para reconstruir sua própria história. O filme tem como proposta, a partir de uma experiência individual, dialogar com vivências coletivas de mulheres negras brasileiras atravessadas pelo racismo estrutural e pela solidão afetiva.
Baseado em fatos reais, o roteiro procura articular memória e presente para questionar o “destino” socialmente imposto aos corpos negros. A obra também pretende abordar temas como racismo religioso, preconceito, ancestralidade e cura.
As filmagens foram realizadas em Guajará-Mirim, no Vale do Guaporé, região marcada pela presença histórica de populações negras desde a construção do Forte Príncipe da Beira e pelos ciclos da borracha e do ouro. A produção contou com a participação de moradores da cidade como figurantes, fortalecendo a dimensão comunitária da obra.


