Edital Mãe Gilda de Ogum seleciona 30 iniciativas de terreiros e comunidades de matriz africana para apoiar com até R$ 50 mil

Edital Mãe Gilda de Ogum seleciona 30 iniciativas de terreiros e comunidades de matriz africana para apoiar com até R$ 50 mil

As inscrições têm início no dia 2 de fevereiro. A  ação é voltada  para comunidades com atuação na economia do axé, cultura e agroecologia.  

Por Patrícia Rosa

Imagem: Marina Silva/Correio

Visando promover apoio financeiro de iniciativas de povos de terreiros e comunidades de matriz africana, o Ministério da Igualdade Racial (MIR), em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz, lançou o Edital Mãe Gilda de Ogum 2024. A ação é voltada para comunidades com atuação na economia do axé, cultura e agroecologia e selecionará projetos para serem contemplados com até R$ 50 mil, o investimento total é de R$ 1,5 milhão.  

Serão escolhidas 30 iniciativas, com dez ações para cada linha de atuação. Poderão participar organizações da sociedade civil (OSC), com pelo menos um ano de existência, localizadas em territórios e comunidades de matriz africana, ou que sejam atuantes nesta área. As iniciativas inscritas terão que comprovar o histórico de atuação do terreiro ou coletivo, onde será desenvolvido projeto.

As inscrições começam no dia dois de fevereiro e podem ser realizadas até o dia 21 de março, através do link. O lançamento da Chamada Pública, aconteceu no último domingo (21), no terreiro Ilê Axé Abassá de Ogum, em Salvador (BA), fundado em outubro de 1988 por Mãe Gilda, hoje liderado por sua filha, Mãe Jaciara de Oxum.  

Dia da Intolerância Religiosa

O dia 21 de janeiro foi escolhido como Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, motivada pelo falecimento em 21 de janeiro de 2000, de Mãe Gilda, sacerdotisa do Ilê Axé Abassá de Ogum, em Salvador. A Ialorixá morreu vítima do racismo religioso, após ter seus problemas de saúde agravados em consequência dos ataques de ódio que sofreu por parte dos membros da Igreja Evangélica Assembleia de Deus, dentro de seu próprio terreiro no bairro de Itapuã, em Salvador. A data foi instituída em 2007 por meio da Lei n.º 11.635.

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