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Mulher indígena Kaiowá morre após incêndio em casa e caso é investigado como feminicídio em Paranhos (MS)

Ex-companheiro da vítima foi preso em flagrante após comportamento considerado suspeito pela polícia; crime ocorreu no Dia Internacional da Mulher
Imagem: Reprodução

Por Catiane Pereira*

Uma mulher indígena do povo Kaiowá morreu após um incêndio atingir a casa onde vivia na madrugada do último domingo (8), no município de Paranhos (MS). O caso é investigado pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul como feminicídio. Um homem de 52 anos, ex-companheiro da vítima, foi preso em flagrante.

A vítima, identificada como Ereni Benites, foi encontrada morta dentro da residência localizada em uma aldeia indígena da região. Segundo informações do boletim de ocorrência, as autoridades foram acionadas para atender um incêndio em residência com a possibilidade de haver uma pessoa no interior do imovel. Equipes da perícia e do Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) estiveram no local.

De acordo com a investigação, Ereni havia passado parte da noite em uma confraternização nas proximidades. Em determinado momento, ela retornou para casa. Pouco tempo depois, o imóvel foi atingido pelo fogo, e a mulher morreu no local.

O ex-companheiro da vítima também estava na confraternização. Segundo o delegado responsável pelo caso, o comportamento do homem levantou suspeitas. Testemunhas relataram que ele deixou o local cerca de 20 minutos após a saída de Erenice e teria demonstrado reação considerada incomum após o incêndio, o que motivou a prisão em flagrante.

Organizações indígenas lamentaram a morte de Ereni. A Kuñangue Aty Guasu, assembleia de mulheres Guarani e Kaiowá, afirmou em nota que o caso evidencia a vulnerabilidade enfrentada por mulheres indígenas e cobrou maior proteção do estado diante da violência de gênero nos territórios.

Dados do portal Gênero e Número indicam que os registros de violência contra mulheres indígenas no Brasil cresceram 258% entre 2014 e 2023, índice superior ao aumento observado entre mulheres de todas as etnias no mesmo período. O caso segue em investigação pela Delegacia de Polícia de Paranhos.

*Com informações G1 e ClimaInfo 

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