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Mulher quilombola é morta após ser incendiada pelo ex-companheiro em Campos Belos (GO)

Mariana Melo Soares de Oliveira, de 37 anos, sofreu queimaduras em 70% do corpo e morreu dias após o ataque; Justiça manteve preso o suspeito
Imagem: Reprodução/TV Anhanguera

Por Patrícia Rosa

Mariana Melo Soares de Oliveira, de 37 anos, foi mais uma das tantas vítimas de feminicídio no Brasil. Mulher negra, mãe e quilombola, ela morreu quatro dias após sofrer graves queimaduras na casa onde morava em Campos Belos (GO). O caso aconteceu no último dia 11 de fevereiro, e o principal suspeito do crime é o ex-companheiro da vítima, Carlos Roberto de Souza Costa, de 27 anos, que jogou álcool combustível e ateou fogo na vítima. 

A vítima sofreu queimaduras em 70% do corpo e foi internada no Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia (GO), mas não resistiu aos graves ferimentos e morreu quatro dias após o crime. 

Eduardo Soares de Alcântara, filho mais velho da vítima, relatou à reportagem da TV Globo que o agressor não aceitava o fim da relação. “Minha mãe saiu para fora e foi quando começou a lutar com ele. Ele jogou álcool nela e botou fogo na minha mãe, na frente da minha irmã de apenas seis anos.”

O homem foi preso em flagrante, a audiência de custódia aconteceu no último dia 12 de fevereiro, onde a justiça decidiu pela prisão do suspeito. De acordo com a decisão do juiz Thales Prestrêlo Valadares Leão, a conduta de Carlos revela uma periculosidade acentuada e um desprezo absoluto pela vida humana. 

O Termo De Audiência de Custódia aponta que o irmão da vítima, identificado como Aleixo da Cunha Melo, chegou ao local após ouvir gritos e deparou-se com a irmã com o corpo incendiado. O juiz decidiu pela manutenção da prisão do agressor. 

Organizações repudiam o feminicídio

Mariana era uma mulher negra, quilombola da comunidade Kalunga do Mimoso, Tocantins. No último dia 20 de fevereiro, a Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas do Tocantins (COEQTO) publicou uma nota de repúdio e indignação diante do crime. 

“A comunidade Kalunga do Mimoso e a COEQTO estão em luto. Prestamos nossa solidariedade à família e aos amigos de Mariana e exigimos justiça. Mariana é mais uma vítima do feminicídio, expressão da violência de gênero que atinge cotidianamente mulheres em todo o mundo.”

A Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ) também manifestou profundo repúdio diante do feminicídio. Declarando que a morte de Mariana é uma grave realidade da violência de gênero que atinge mulheres quilombolas, “marcada também pelo racismo estrutural, pela vulnerabilidade e pela ausência de políticas públicas efetivas em nossos territórios”.

De acordo com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgados pela Agência Brasil, o país atingiu 1.518 vítimas de feminicídio em 2025. No ano anterior, o país registrou 1.458 vítimas.

Denuncie

A Central de Atendimento à Mulher funciona através do número 180. A ligação é gratuita e o serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. 

Também é possível entrar em contato através do Whatsapp, pelo número (61) 9610-0180. Em casos de emergência, a Polícia Militar pode ser acionada, por meio do 190.

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