Projeto Afro realiza mapeamento de artistas negros/as/es no Brasil

A iniciativa busca expressar o protagonismo negro na cena artística brasileira, proporcionando um novo olhar para as narrativas por meio da colaboração e troca de experiências

A iniciativa busca expressar o protagonismo negro na cena artística brasileira, proporcionando um novo olhar para as narrativas por meio da colaboração e troca de experiências

Texto e Imagem: Divulgação

O Projeto Afro, plataforma de mapeamento e promoção de artistas visuais negros/as/es, teve seu início em 2018 e, em 2024, se consolida como referência do setor no Brasil. Sob a liderança do curador e pesquisador, Deri Andrade, no início de 2023, a plataforma contava com 184 artistas mapeados, mas esse número cresceu 77,7%, atingindo a marca de 327 artistas atualmente. 

A expansão se deu em diversas regiões do Brasil, incorporando 143 novos talentos ao mapeamento, incluindo nomes já consagrados como Panmela Castro e André Vargas, além de novos expoentes como Manauara Clandestina, Guilhermina Augusti, Matheus Ribs, Nay Jinknss, Paty Wolff, Diambe, Joelington Rios, Vitú de Souza, Milena Ferreira, Luna Bastos, Ueliton Santana e Augusto Leal.

Além de mapear, a plataforma oferece informações detalhadas sobre os artistas, suas trajetórias, exposições e museus que abrigam suas obras,  permitindo buscas por dados geográficos, ano de nascimento e técnicas utilizadas. Também disponibiliza uma seleção de artigos acadêmicos, dissertações e teses relacionadas à temática, além de uma seção de Agenda que destaca eventos como exposições, debates e encontros.

O Projeto Afro vai além do digital com a exposição “Encruzilhadas da Arte Afro-Brasileira”, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB-SP) em São Paulo. A mostra, composta por aproximadamente 150 obras, oferece um panorama da produção artística brasileira desde o século XIX até os artistas contemporâneos nascidos nos anos 2000. 

Deri Andrade, curador da exposição, destaca a relevância dessa iniciativa como resposta à história da arte brasileira, muitas vezes negligenciando a presença negra. O conteúdo do Projeto Afro pode ser explorado nas redes sociais, incluindo publicações, artigos e debates que ampliaram o alcance da pesquisa.

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