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Torcedor do Santos morre atropelado por caminhão da PM de São Paulo

Alex Nunes Pinheiro do Carmo foi atropelado no estacionamento da Neo Química Arena pelo veículo que estava sob a condução do policial militar Robson Portes Evangelista
Imagem: Reprodução/Galeria Santista

Por Jamile Novaes

Um torcedor do Santos Futebol Clube morreu após ser atropelado por um caminhão blindado da Tropa de Choque da Polícia Militar de São Paulo. O caso aconteceu no último domingo (25) durante uma partida do Campeonato Paulista contra o Red Bull Bragantino, na Neo Química Arena, em Itaquera, zona leste da capital paulista.

Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), Alex Nunes Pinheiro do Carmo, de 37 anos, popularmente conhecido como Acarajé, estaria no estacionamento do estádio se abrigando das fortes chuvas que caiam sobre a região, quando foi atingido pelo veículo sob a condução do policial militar Robson Portes Evangelista. 

A SSP afirma ainda que o PM estava manobrando o carro e não conseguiu ver Alex, que estaria em um ponto cego, já que o motorista a bordo do veículo pode ficar a três metros do chão e sem visibilidade do entorno. A morte do torcedor foi registrada no 24º Distrito Policial (Ponte Rasa) como “homicídio culposo na direção de veículo automotor”, mas os exames periciais seguem sob análise do IML (Instituto Médico Legal) e do Instituto de Criminalística. Um inquérito policial militar (IPM) foi instaurado para investigar o caso.

Ao Portal G1, a irmã de Alex, Luciana Calixto Nunes, afirmou que ele era uma Pessoa com Deficiência (PCD) que fazia uso de muletas e vivia nas ruas há alguns anos. O torcedor era uma figura popular entre a torcida organizada do Santos e era através de outros torcedores que a família recebia notícias suas. Ela cobra respostas pelo ocorrido e informou ainda que, até o momento, não recebeu nenhum tipo de suporte por parte da polícia ou dos times.

“A gente gostaria de ter acesso às câmeras, se realmente foi em um ponto cego, se realmente ele [policial] não viu o meu irmão […], ver o que realmente aconteceu porque o meu irmão era uma pessoa conhecida do Santos, uma pessoa já carimbada, que estava sempre ali nos jogos”, afirmou Luciana ao G1.

A Neo Quimica Arena, por meio de nota, lamentou a morte do torcedor e afirmou ter enviado as imagens das câmeras do estádio para a PM. 

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