Único aluno negro em turma de escola particular em Osasco (SP) é vítima de racismo por profissionais e estudantes da instituição

Pais da criança de 07 anos denunciam episódios de segregação, bullying e omissão durante todo o ano letivo do filho

Pais da criança de 07 anos denunciam episódios de segregação, bullying e omissão durante todo o ano letivo do filho

Por Karla Souza

Imagem: Reprodução Redes Sociais

Na última sexta-feira (10), Aline Gabriel e Fernando Gabriel, empresários e influenciadores, utilizaram suas redes sociais para denunciar um caso de racismo envolvendo o filho de sete anos na escola Fundação Instituto Tecnológico de Osasco (Fito), localizada em Osasco, na Grande São Paulo. 

O casal compartilhou um vídeo detalhando os incidentes que ocorreram desde o primeiro dia de aula do filho na escola. Fernando relatou que o filho deveria ser deixado em uma área específica para o transporte escolar, mas a professora o deixou em uma outra recepção, próxima à saída da escola, quando ele deveria ter ido embora pelo portão principal, como os outros estudantes do 1º ano. Após o incidente, os pais buscaram a coordenação, que prometeu que a situação não voltaria a se repetir.

A criança, única aluna negra na turma, revelou aos pais ter sido alvo de bullying, excluída de atividades e empurrada por um colega para que não participasse de brincadeiras. Em um áudio gravado por Aline durante uma conversa com o filho, é possível ouvir a criança chorar e expressar o desejo de mudar de escola. O pequeno Pedro relatou para a mãe que ninguém queria brincar com ele e declarou no áudio gravado que deseja apenas uma escola “bonzinha”.

Os pais criticaram a postura da escola diante da situação, como omissa e negligente. O casal afirmou que, ao longo do ano, a equipe escolar os procurou para destacar um suposto comportamento apático do filho em sala de aula, sugerindo que investigassem possíveis problemas psicológicos ou cognitivos – diagnóstico já refutado por profissional contratada pelos pais.

“Me chamaram duas vezes para tratar disso [na escola], e eu decidi contratar uma profissional especializada em comportamento infantil e inclusão para acompanhar meu filho. Como pai, não posso ser negligente. No primeiro dia de acompanhamento, ela o encontrou isolado durante o intervalo. A justificativa da professora foi que ele estava participando de uma atividade em bloco”, contou Fernando.

Diante da gravidade dos fatos, Aline anunciou que ela e o marido irão ao Conselho Tutelar para formalizar a denúncia de racismo contra o filho. “A gente vai a todas as instâncias possíveis para que a escola seja cobrada pela negligência que tiveram na educação do meu filho”, informou.

A escola publicou uma nota de esclarecimento repudiando qualquer ato discriminatório e afirmando que estão apurando a denúncia. “A Fundação Instituto Tecnológico de Osasco – FITO, vem a público esclarecer que está consternada com os fatos relatados em relação ao nosso aluno. Informamos a todos que já conversamos com a família e estamos apurando todo o ocorrido”, diz trecho da nota. 

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