Da Redação / Imagem: Carol Garcia/GOVBA

O secretário de segurança pública da Bahia, Maurício Barbosa, foi afastado do cargo após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A publicação da exoneração do secretário foi publicada nesta terça-feira (15) e ocorre após a Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF) deflagrarem mais uma etapa da Operação Faroeste, que investiga venda de decisões judiciais.

A Procuradoria Geral da República (PGR) chegou a pedir a prisão do secretário, porém a justiça negou, determinando o afastamento do cargo por 180 dias. De acordo com a Justiça, Barbosa teria papel “central na garantia da impunidade dos diversos núcleos criminosos”. Além de Maurício Barbosa, a chefe do gabinete Gabriela Caldas Rosa de Macedo também foi afastada. As desembargadoras Lígia Maria Ramos Cunha Lima e Ilona Márcia Reis foram presas preventivamente na operação.

Maurício Barbosa é nome de confiança do governador Rui Costa (PT), e do ex-governador e atual senador Jacques Wagner (PT) e está no cargo desde 2011, e é um dos principais responsáveis pela política genocida de segurança pública implementada na Bahia.

A terceira polícia que mais mata – 97% dos assassinados são negros

De acordo com o relatório ‘A cor da violência policial: a bala não erra o alvo’, da Rede de Observatório da Segurança divulgado na semana passada a polícia baiana matou 650 pessoas em 2019, dos quais 97% eram pessoas negras. Segundo o Monitor da Violência, parceria do G1 com a Universidade de São Paulo, a polícia baiana é a terceira que mais mata no país.
Na internet, memes fazendo referência ao baralho do crime circularam colocando Maurício como uma das cartas. O baralho do crime é um dos mecanismos utilizados pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia para divulgar fotos de pessoas foragidas.