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Feira de Arte dos Povos Indígenas reúne mais de 40 povos em São Paulo entre 16 e 19 de abril

Parque Ibirapuera vai receber cerca de 100 artistas e produtores indígenas de diferentes biomas do Brasil
Imagem: Lahana Chaves / Divulgação

Texto: Divulgação

A Feira de Arte dos Povos Indígenas chega à cidade de São Paulo entre os dias 16 e 19 de abril de 2026, visando afirmar a produção indígena como arte viva, território materializado e expressão de sistemas de conhecimento que atravessam gerações.

Realizada no Parque Ibirapuera, no Pavilhão das Culturas Brasileiras (Pacubra), a feira reunirá cerca de 100 artistas e produtores indígenas de mais de 40 povos originários, que vêm diretamente de seus territórios e assumem o protagonismo na apresentação e comercialização de suas próprias produções. Ao longo de quatro dias, o espaço se transforma em um encontro entre diferentes biomas, culturas, línguas e modos de vida, aproximando territórios indígenas da sociedade urbana na maior cidade do país.

Mais do que um evento cultural, a feira pretende atuar como uma plataforma de valorização da arte indígena e de fortalecimento da autonomia econômica dos povos, reposicionando a forma como suas produções, saberes e existências são vistos publicamente.

As obras mostram uma grande diversidade de expressões, transitando entre o tradicional e o contemporâneo: peças autorais, obras de galeria, cerâmica, grafismos, cestarias, esculturas, objetos em madeira, criações têxteis e design indígena, além de produtos da sociobiodiversidade desenvolvidos nos territórios. Cada peça carrega dimensões estéticas, culturais e políticas, expressando modos de vida, relações com a natureza e conhecimentos ancestrais que seguem vivos no presente.

“A curadoria foi construída de forma coletiva a partir da escuta direta dos territórios As obras revelam técnicas sentidos e modos de vida que transitam entre o cotidiano e o ritual expressando uma arte ancestral que reflete a relação profunda de cada povo com seu território”, detalha Marcelo Rosenbaum, curador da Feira.

A feira também evidencia a existência de uma economia indígena estruturada, coletiva e territorial, baseada na sociobiodiversidade, no manejo sustentável e na permanência nos territórios. Ao dar visibilidade a essas cadeias produtivas, o evento tem como objetivo fortalecer práticas regenerativas e destacar o papel central dos povos indígenas na proteção dos biomas brasileiros.

“A gente pensou essa feira como uma plataforma de dignidade. Vai além da comercialização, é também um processo pedagógico para que as pessoas conheçam e se conectem com a arte indígena e com a produção que vem dos territórios”, disse Hony Sobrinho, coordenador da Feira, e produtor da Mídia Indígena, rede que idealizou a iniciativa.

A programação começa no dia 16 de abril, a partir das 10h, e segue até o dia 19, data que marca o Dia dos Povos Indígenas, um momento de luta, visibilidade e reafirmação de direitos. O encerramento se conecta ao Festival Raízes Ancestrais, que acontece no mesmo dia, a partir das 19h, no Espaço Cultural Elza Soares, na Barra Funda. O festival reúne música, expressões culturais e lideranças indígenas de diferentes regiões do país.

“A feira e o Festival Raízes Ancestrais são um mesmo movimento de presença e afirmação. Reunimos povos de diferentes territórios para mostrar que nossa arte nossa cultura e nossos modos de vida seguem vivos e em movimento”, disse Priscila Tapajowara, coordenadora nacional da Mídia Indígena.

A feira integra a programação da Bienal Brasileira de Arquitetura e contará com encontros, debates e atividades sobre ancestralidade, tecnologia, sociobiodiversidade, economia criativa indígena, comunicação, arte, moda e bem viver.

“Realizar essa feira em São Paulo é uma grande incidência da cultura indígena. É a oportunidade de fortalecer a economia nos territórios com os parentes comercializando diretamente suas produções em um espaço de grande visibilidade ao mesmo tempo em que compartilham a diversidade e a riqueza dos povos indígenas com a sociedade”, comenta Erisvan Guajajara, coordenador nacional da Mídia Indígena e da Feira.

A Feira de Arte dos Povos Indígenas é uma criação da Mídia Indígena, realizada pelo Ministério dos Povos Indígenas (MPI), com execução do Instituto No Setor e produção da Maraca.pro. A curadoria é assinada por Marcelo Rosenbaum, e a iniciativa conta com apoio institucional do Instituto Socioambiental (ISA) e do Fundo Amazônia.

Serviço

Feira de Arte dos Povos Indígenas 2026

Parque Ibirapuera, Pavilhão das Culturas Brasileiras (Pacubra), São Paulo

16 a 19 de abril de 2026

A partir das 10h

Entrada gratuita

Festival Raízes Ancestrais

Espaço Cultural Elza Soares, Barra Funda, São Paulo

19 de abril de 2026

A partir das 19h

Entrada gratuita

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