Por Patrícia Rosa*
Um centro de umbanda localizado em Guanambi (BA) vem sendo alvo de sucessivos ataques motivados por racismo religioso. No último dia 18 de abril, a fachada do espaço foi pichada com símbolos nazistas, e objetos foram destruídos e vandalizados.
O Centro de Umbanda São Jorge Guerreiro publicou na sua rede social uma nota em que repudia o racismo religioso que sofreu. “A pichação com mensagens de ódio fere não apenas nossa casa, mas também a liberdade de fé e o respeito à diversidade religiosa.”
De acordo com informações publicadas pelo Portal G1, ataques como esse vem acontecendo com frequência durante o último ano. Nesse período, o centro foi alvo de seis arrombamentos, que resultaram em imagens quebradas, documentos rasgados e itens furtados.
Segundo a Polícia Civil, o caso está sob investigação da 1ª Delegacia Territorial (DT/Guanambi). Diligências e oitivas estão em andamento com o objetivo de identificar e responsabilizar os autores do ataque.
Organizações religiosas da se mobilizam em solidariedade ao caso
Outras organizações de religiões de matriz africana da região vieram a público para repudiar o ataque de racismo religioso contra o Centro de Umbanda. O Ilé Àse Ìkàwó Oyá Tòpé se pronunciou nas redes sociais, cobrando justiça e manifestando apoio diante do caso. Já a Tenda Espiritualista de Umbanda Boiadeiro de Minas também declarou solidariedade e cobrou a rigorosa apuração dos fatos:
“Nos solidarizamos com todos os membros do Centro de Umbanda São Jorge Guerreiro, reafirmando o nosso compromisso inabalável com a liberdade de crença e o respeito às religiões de matriz africana.”
Dados da Polícia Civil apontam que a Bahia registrou 759 ocorrências de racismo em 2025, incluindo casos de intolerância religiosa.
Com informações do Portal g1*


