Texto: Divulgação
Jovens de 15 a 24 anos moradores dos bairros Telégrafo, Pedreira, Icoaraci e Benguí, em Belém (PA), podem se inscrever no projeto “Juventudes Amazônidas em Mobilização e Ação Climática”, promovido pelo Instituto Universidade Populares (UNIPOP). A iniciativa gratuita busca fortalecer lideranças periféricas por meio de formações em cidadania, justiça socioambiental, mudanças climáticas e comunicação popular.
As inscrições seguem abertas até o dia 22 de maio e podem ser realizadas por meio de um formulário online. O resultado dos selecionados será divulgado em 27 de maio. As atividades acontecem entre junho e setembro de 2026, na sede da instituição, localizada na Avenida Senador Lemos, em Belém (PA). Os encontros serão realizados às quartas e quintas-feiras, das 15h às 18h, com certificação de 84 horas.
Além da formação, os participantes selecionados também vão receber ajuda de custo para transporte e lanche, os valores não foram divulgados. O projeto propõe discutir os impactos da crise climática nas periferias amazônicas e incentivar ações coletivas nos territórios por meio de tecnologias sociais e mobilização comunitária.
Entre os temas abordados estão racismo ambiental, direito à cidade, mobilização juvenil, justiça socioambiental e oficinas de comunicação voltadas para audiovisual e diagramação digital. A proposta também dialoga com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) e com os princípios da Agenda 2030.
Segundo a coordenadora do projeto, Naiane Queiroz, a formação surge da necessidade de fortalecer a atuação das juventudes periféricas diante dos impactos ambientais e sociais enfrentados diariamente na Amazônia urbana.
“As comunidades periféricas da Região Metropolitana de Belém enfrentam diariamente os impactos das mudanças climáticas e permanecem na linha de frente dessa realidade. Nosso objetivo é fortalecer os jovens desses territórios para que atuem de forma crítica, criativa e coletiva na transformação de suas comunidades”, afirma.
Naiane destaca ainda que a iniciativa aposta no fortalecimento comunitário e na formação política como caminhos para construir futuros mais justos e sustentáveis. “Acreditamos que a justiça socioambiental se fortalece nos territórios periféricos, a partir do protagonismo das juventudes amazônidas e de suas formas de organização, cuidado e resistência”, completa.


