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Chega a Salvador (BA) o filme que narra a trajetória da consagrada Alaíde Costa, uma das vozes mais sofisticadas e fundamentais da música brasileira, precursora da bossa nova e um grande nome da música popular brasileira. Dirigido por Líliane Mutti, o longa “A Noite de Alaíde” será exibido entre os dias 23 e 29 de julho, em dois espaços da capital baiana: a Sala de Arte Cinema do Museu, no Museu de Arte Moderna (MAM), e o Cine Lankiana, no bairro de Cajazeiras.
No CineMAM, a exibição acontece sempre às 14h45, com exceção da segunda-feira, quando não haverá sessão. Já no Cine Lankiana, em Cajazeiras, as exibições acontecem sempre às 19h.
O filme resgata a história da cantora e compositora carioca, que atravessou décadas da música brasileira e foi uma das raras mulheres negras a ocupar um espaço central na história da bossa nova, movimento frequentemente narrado a partir de um olhar embranquecido. O longa tem 100 minutos e leva ao público elementos de ficção, animações artísticas e um acervo de imagens de arquivo.
Alaíde tem 90 anos de idade e este ano comemora 70 anos de carreira. A discografia da artista tem mais de 20 álbuns, com canções como os clássicos “Dindi”, “Me Deixe em Paz” e “A Voz do Povo”. A própria voz de Alaíde conduz a narrativa do filme, que reúne lembranças pessoais, imagens históricas e recriações de momentos importantes de sua trajetória.
O elenco do longa é formado por 70% de atores negros. “A noite é Alaíde” já foi exibido na França, no Festival de Cinema Brasileiro de Paris, como também no Marché du Film de Cannes. Em Portugal, foi projetado ao ar livre na cidade de Guimarães; no Brasil, o filme foi destaque na Feira Preta, no Rio de Janeiro (RJ).
De acordo com a organização do evento, a escolha do lançamento em Salvador, simultaneamente na Sala de Arte do MAM e no Cine Lankiana, tem o intuito de estabelecer uma ponte entre dois importantes territórios culturais de Salvador. De um lado, um dos cinemas mais tradicionais da cidade; do outro, uma sala que nasce da força de uma comunidade quilombola e do protagonismo negro na produção audiovisual contemporânea.
Juntos, esses espaços acolhem uma obra que celebra uma mulher negra cuja voz atravessou a história da cultura brasileira, mas que por muito tempo permaneceu à margem do reconhecimento que sempre mereceu.
*Com informações da Folha de São Paulo


