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Ciranda Cultural fortalece o brincar e a cultura negra em comunidades quilombolas da Chapada Diamantina (BA)

Em sua segunda edição, iniciativa promove rodas de diálogo, contação de histórias e brincadeiras tradicionais em Seabra e Iraquara, na Bahia
Ciranda Cultural em Corcovado | Foto: Pusa Pinaud

Texto: Divulgação

Com o objetivo de promover o fortalecimento do brincar, o Ciranda Cultural chega à sua segunda edição em 2026. A partir do dia 7 de novembro, o projeto começa a visitar as três comunidades quilombolas de cidades da região da Chapada Diamantina (BA), onde serão realizadas atividades como rodas de diálogo, contação de histórias, confecção de artesanatos e que seguirão no mês de novembro. As comunidades que receberão a programação são os quilombos do Agreste e o Mocambo da Cachoeira, ambos localizados na cidade de Seabra, e a comunidade do Escôncio, em Iraquara.

O empoderamento e o fortalecimento da cultura negra são os motes que guiam a Ciranda, ao colocar no centro da roda memórias historicamente construídas por esses povos na promoção de uma infância digna e do Bem Viver. 

Para Fábia Medeiros, multiartista pós-graduada em Pedagogia e uma das monitoras do projeto, a ação tem um papel importante diante da exposição excessiva ao mundo digital. “Nos tempos atuais, em que as crianças são seduzidas pelas telas, fazem-se necessárias e fundamentais ações que trabalhem a presença, assegurando, assim, os direitos da infância. O projeto Ciranda Cultural tem a proposta de compartilhar a expressão de corpos, olhares, brincadeiras, alegria, o estar juntos, a união.”

Em cada comunidade, o encontro acontece a partir da articulação com lideranças locais, em especial mulheres que são referências para o território. A Ciranda Cultural dura em torno de quatro horas, com intervalo para um momento de lanche com a equipe e os participantes. .

“O contato com as comunidades acontece através do diálogo em rede com pessoas ligadas a elas e, principalmente, em acordo com as associações locais. Num primeiro contato, explicamos o projeto e agendamos a primeira visita; depois, com o grupo, definimos as datas dos encontros da Ciranda”, explica Luanna Lima, uma das monitoras e idealizadoras da iniciativa sociocultural.

Os participantes receberão ainda um kit com camisa e uma caneca do projeto, bem como uma bolsa-auxílio para estimular a adesão e viabilizar o transporte, o acesso e a permanência durante as atividades. 

Todos os encontros da Ciranda Cultural são registrados em material fotográfico para a construção de uma cartilha digital sobre a cultura popular das brincadeiras nesses diferentes territórios. A proposta é criar, em cada encontro, um ambiente de expressão artística, escuta ativa e celebração, além de catalogar as brincadeiras e histórias próprias de cada localidade.

Com acesso gratuito para download, a cartilha também será distribuída em formato físico em escolas públicas e associações culturais das cidades de Seabra e Iraquara.

O lançamento está previsto para fevereiro de 2027, por meio de uma live virtual e de eventos presenciais em duas escolas públicas estaduais, com a presença de uma profissional de acessibilidade cultural. Nesses espaços de aprendizado, a equipe do Ciranda Cultural fará ainda a instalação de uma exposição de fotografias das cirandas.

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