Apesar da polícia civil não divulgar a linha de investigação, familiares afirmam que o ex-namorado da vítima é o principal suspeito

Por Daiane Oliveira

A adolescente de 17 anos, Ana Beatriz Soares Santana, foi assassinada dentro de casa em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. O corpo da jovem foi encontrado debaixo da cama na madrugada do último sábado (19), com sinais de estrangulamento. O principal suspeito, segundo a família, é o ex-namorado de Ana Beatriz que chegou a fazer uma postagem em rede social dizendo que “se defendeu”.

“A mulher [Ana Beatriz] ameaçou matar minha mulher e meu filho, depois veio para cima de mim com uma faca. Eu me defendo e sou errado. Tinha que esperar a mulher me matar para resolver?”, escreveu o ex-namorado, que não teve nome divulgado. O conteúdo foi deletado pouco tempo depois.

Ana Beatriz Soares Santana teria rompido o relacionamento com o suspeito há cerca de 4 meses, segundo familiares. No dia do crime, Ana Beatriz estava sozinha em casa, enquanto a mãe estava no trabalho. Em entrevista ao Bocão News, parentes da vítima informaram que já haviam proibido o ex-namorado de ir na residência da vítima e que no dia do assassinato, Ana Beatris mandou mensagem para uma amiga informando que o ex estava em sua casa e não queria ir embora.

Em nota, à Polícia Civil informou que não há informações sobre a investigação e que apenas “guias periciais foram expedidas.”. Confira a nota na íntegra: “A 22ª Delegacia Territorial de Simões Filho investiga a morte de Ana Beatriz Soares Santana, 17 anos, vítima de estrangulamento na madrugada deste sábado (19), na Rua das Torres, naquele município [Simões Filho]. A autoria e motivação estão sendo apuradas.

Adolescente de 16 anos assassinada em Valéria segue sem identificação do suspeito do crime

No começo de agosto, a adolescente Lavínia Cerqueira Rodrigues, 16 anos, foi assassinada após participar de uma festa no bairro de Valéria, em Salvador. A família da vítima aponta o ex-namorado de Lavínia, com quem a mesma tinha um filho de 1 ano, como autor do crime. Porém, 19 dias após o assassinato o crime segue sem solução.

Em entrevista à TV Bahia, o pai de Lavínia Rodrigues, que pediu para não ter o nome divulgado, disse que “o pai da criança que ela tem, vivia de ameaças. De repente ela se dirigiu ao bairro em que ele morava, onde ela o encontrou num paredão junto com algumas colegas.”

O Governo Federal disponobiliza a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 que presta uma escuta e acolhida qualificada às mulheres em situação de violência. Também é possível discar 190 e falar diretamente com a central policial ou ir diretamente nas Delegacias de Atendimento à Mulher (Deam). Alguns estados como a Bahia, recebem denúncias diretamente através do Dique Denúncia que pode ser registrado no formato digital. Em caso de ameaças, denuncie!