A medida é para que sejam realizados testes e análises clínicas nos produtos capilares

Por Patrícia Rosa

Imagem: Taffy Buoniconti (Pexels)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu nesta sexta-feira (10), a venda no país de todas as pomadas modeladoras usadas para trançar cabelo. A decisão  abrange os produtos produzidos em todo território nacional e  também os produtos importados.

A medida preventiva  e temporária foi adotada após registros  de casos de perda temporária de visão, ardência nos olhos, inchaço, lacrimejamento intenso e dor de cabeça após o uso das pomadas. A medida também é válida para os consumidores que já tiverem o produtos em estoque: “Enquanto a medida estiver em vigor, nenhum lote de qualquer desses produtos pode ser comercializado e não deve ser utilizado por consumidores e profissionais de beleza”.

Segundo a agência, a medida é para que sejam realizados testes e análises clínicas nos produtos capilares.

A transcista Lísia Bispo, de 30 anos, é trancista e aprendeu a trançar cabelos aos 10 anos. Ela comenta dos cuidados que sempre teve com uso das pomadas capilares: “Eu faço pouco uso da pomada, eu nunca gostei do excesso, porque eu acho prejudicial ao couro cabeludo qualquer tipo de exagero de produto junto com a  fibra. Mas, já usei marcas diferentes e dou avisos prévios aos clientes”, explica a trancista.

Lísia Bispo é trancista e técnica em Estética e Cosmetologia – Imagem: Arquivo Pessoal

Lísia também é  técnica em Estética e Cosmetologia, e diz que a decisão não interferiu muito na sua rotina de trabalho e na procura de clientes, mas tem consciência do impacto no trabalho de outras profissionais.

“Se tem alguém muito culpado nessa situação, podemos culpabilizar a Anvisa, porque eles deixaram passar despercebido um componente dentro de um produto, eles  que fiscalizam para as vendas serem feitas”, aponta.

Sobre a adaptação do trabalho sem o auxílio das pomadas capilares Lísia fala que o produto auxilia na execução da trança além de esteticamente deixar o penteado mais bonito. Com a proibição, ela analisa que as profissionais vão continuar os seus trabalhos com mais dificuldade.