Por Patrícia Rosa
“Já estamos cansados!”
Esse foi o desabafo feito em uma postagem nas redes sociais sobre mais um ato de vandalismo sofrido pelo Centro de Umbanda São Jorge Guerreiro, em Guanambi (BA). Nos últimos seis meses, o espaço foi alvo de oito ataques motivados por racismo religioso na cidade.
No último fim de semana ocorreram os dois últimos ataques. No sábado (2), por volta das 20h, as imagens da câmera de segurança do local registraram o momento em que um homem entrou no espaço, danificou o local e quebrou eletrodomésticos e itens sagrados.
As imagens foram divulgadas pelo templo religioso em sua rede social e, horas depois, na madrugada de domingo (3), o espaço voltou a ser invadido. Desta vez, o suspeito aparece nas imagens usando um boné.
O 17º Batalhão de Polícia Militar (17º BPM), sediado em Guanambi, publicou uma nota nas redes sociais no último domingo, informando que foi realizada a prisão de um suspeito de 29 anos que não teve a identidade revelada. “Durante diligências, a guarnição localizou o referido indivíduo em sua residência, onde foi encontrado o boné utilizado na ação”, afirmou a Polícia Militar.
Diante das sucessivas violações ao patrimônio, o centro, que tem cerca de 80 anos de história, ficará fechado por tempo indeterminado para a realização dos devidos reparos.
Três ataques em menos de um mês
O Centro de Umbanda São Jorge Guerreiro vem sendo alvo de uma sequência de ataques motivados por racismo religioso. No último dia 18 de abril, a fachada do espaço foi pichada com símbolos nazistas e objetos foram destruídos e vandalizados.
Na ocasião, a Polícia Civil encaminhou uma nota informando que o caso estava sob investigação da 1ª Delegacia Territorial (DT/Guanambi) e que diligências e oitivas estavam em andamento com o objetivo de identificar e responsabilizar os autores do ataque, o que não impediu que novos crimes voltassem a ser cometidos contra o centro religioso.


