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Colégio de elite em SP suspende alunos após mensagens misóginas em grupo de WhatsApp

Estudantes relatam medo após circulação de lista com teor de violência sexual
Imagem: Reprodução Redes Sociais

Por Catiane Pereira

O Colégio São Domingos, instituição privada localizada no bairro de Perdizes, em São Paulo, suspendeu alunos do 9º ano do ensino fundamental após a circulação de mensagens misóginas em grupos de WhatsApp formados por estudantes. O caso veio à tona na última semana e gerou repercussão nas redes sociais.

De acordo com relatos de alunas, os estudantes teriam criado uma lista com nomes de meninas classificadas como “mais e menos estupráveis”. O conteúdo teria sido apagado pouco depois da divulgação, antes de ser amplamente acessado. Ainda assim, o episódio provocou sensação de medo e insegurança entre as estudantes, que passaram a questionar o ambiente escolar e a atuação da instituição diante da gravidade do caso.

Em nota enviada à imprensa, o colégio confirmou que tomou conhecimento de mensagens de “caráter misógino” compartilhadas em grupos não institucionais e classificou o conteúdo como ofensivo à comunidade escolar, especialmente às alunas. A direção informou que os estudantes envolvidos foram suspensos, mas não detalhou o número de alunos punidos nem o período das sanções.

A escola também afirmou que adotou medidas como escuta e acolhimento das estudantes, conversas com os autores das mensagens e reuniões com familiares. Além disso, foi criado um grupo de trabalho para acompanhar os desdobramentos do caso e propor ações educativas e restaurativas. Professores passaram a abordar o tema em sala de aula.

Apesar das medidas anunciadas, a resposta da instituição tem sido alvo de críticas por parte de estudantes e responsáveis. Ao UOL, alunas apontam que o caso foi inicialmente tratado como externo ao ambiente escolar, por ter ocorrido em grupos privados, o que, segundo elas, desconsidera o impacto direto na segurança e no cotidiano das meninas.

O episódio também motivou manifestações dentro da escola. Estudantes do ensino fundamental e médio organizaram protestos com cartazes e utilizaram roupas e acessórios na cor lilás, símbolo da luta por igualdade de gênero, em repúdio ao conteúdo compartilhado.

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