A parlamentar sofreu ameaças, após denunciar após defender a investigação de uma ação policial 

Por Patrícia Rosa

Imagem: Guilherme-Bergamini/ALMG

A deputada estadual Andréia de Jesus (PSOL), foi ameaçada de morte nas redes sociais, após defender a abertura de investigação de uma ação policial que terminou com 26 mortos, no dia 31 de outubro de 2021, em Varginha, no Sul de Minas Gerais.  Um boletim de ocorrência foi realizado e desde então a parlamentar anda com a proteção de uma escolta policial, mas esse direito a proteção deve ser retirado, a partir desta sexta-feira(18/03).

“Seu fim será como o de Marielle Franco”, disse o agressor, que ainda não foi identificado. O comunicado sobre a suspensão do direito à escolta foi enviado de forma unilateral no último dia 03 de março pela Polícia Militar de Minas Gerais e a Polícia Legislativa. Segundo a assessoria da deputada, a  justificativa utilizada foi que a vítima não estaria mais “correndo risco”. 

A Polícia Militar afirmou através de nota, que “após uma análise do Serviço de Inteligência, foi verificado que não havia mais motivações para a permanência da escolta em questão, tendo o policiamento sido remanejado para o atendimento à população mineira”.

A assessoria da parlamentar afirma que a retirada da proteção policial acontece quando  a Polícia Civil começa a convocar possíveis suspeitos de crimes de ódio contra a deputada. “É possível que a convocação dos suspeitos sirva como gatilho para novas ameaças, novas manifestações de ódio ou condutas ainda mais graves contra a deputada. A atuação da escolta é essencial para garantir a segurança da deputada e o pleno exercício de suas funções.”, afirma a assessoria de Andréia.

Andréa é Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa de Minas Gerais(ALMG), onde atua em defesa dos direitos das populações mais vulneráveis.  Segundo a assessoria, uma outra situação de violência vivida pela Deputada Estadual, aconteceu no último dia 07 de março, ao ser intimidada por funcionários de um poderoso latifundiário ao tentar visitar uma comunidade quilombola no norte de Minas. 

“Graças à escolta, Andréia de Jesus não sofreu ataques piores”. Esta semana se completam quatro anos desde que a vereadora Marielle Franco teve a vida covardemente retirada em uma execução em via pública. “Não queremos outras Marielles, queremos segurança para que as suas sementes possam florescer”, afirma.