Deputada da Bahia, reeleita em 2022,  foi acusada de boca de urna e uma militante que estava com uma criança no colo foi tratada de forma truculenta.

Por Daiane Oliveira

Imagem: Reprodução das redes sociais

A deputada estadual Olívia Santana (PCdoB), de 55 anos, foi hostilizada por dois policiais militares, em frente ao seu local de votação, no Colégio Estadual Henriqueta Martins Catharino, em Salvador (BA), neste domingo (30). Os agentes da Polícia Militar (PM) se aproximaram da deputada e apoiadores do lado de fora do colégio eleitoral ameaçando dar voz de prisão e acusando os mesmos do crime de “boca de urna”. Mesmo sem provas do suposto crime, a discussão segue e um dos agentes diz que a deputada é “uma vergonha” e o candidato à presidência da República, Lula (PT), é chamado de “vagabundo”.

Em vídeo publicado por Olivia Santana nas redes sociais, a parlamentar aparece com uma bandeira do Partido dos Trabalhadores (PT) e os agentes ameaçam dar voz de prisão. Os Policiais Militares (PM) gritam, puxam a bandeira das mãos de apoiadores da candidata, acusam e apontam o dedo para o rosto de Olívia Santana, em seguida um dos PM quebra as bandeiras do PT de forma violenta.

Em nota, a deputada Olívia Santana explicou que foi com a família votar e ao ser recepcionada com festa pelos militantes do PT, ocorreu a abordagem. “Nosso pessoal estava fora da escola. Não era nada demais. Depois o mais violento foi pra cima de uma mulher que carregava uma criança no colo e carregava a bandeira de Lula eu corri para protegê-la.”

A deputada ainda aponta que a violência policial se deu pelo gênero, raça e origem das pessoas abordadas. “O que aconteceu foi um ato de covardia. Ele fez o que fez porque estava diante de mulheres negras, homens negros, de pessoas da periferia, foi ultrajante”, desabafou Olivia Santana.

A deputada estadual afirmou que conversou com o coronel Coutinho, comandante da Polícia Militar, e pediu providências. “Ele promoveu a retirada dos policiais e ficou de promover o processo de apuração dos fatos. Não podemos baixar a cabeça para os violentos. Temos que defender o nosso direito de existir e defender nossas ideias. Apesar de todo ódio nós vamos vencer!”, finaliza Olívia Santana que também gravou um vídeo visivelmente abalada após a votação.