Por Monique Rodrigues / Imagem: Alma Preta

Dia 25 de julho é celebrado o dia da mulher negra latino-americana e caribenha e Diáspora Africana. A data tem origem no 1º Encontro de Mulheres Negras latino-americanas e caribenhas que ocorreu entre 19 e 25 de julho em Santo Domingo, na Republica Dominicana. O evento reuniu mulheres negras de diferentes países com o fim de analisar os efeitos do racismo e do sexismo na região, além de articular ações e homenagear mulheres afrodescendentes.

No Brasil, o dia foi instituído apenas em 2014 por meio da Lei Federal nº 12.987, nomeado como Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra[1].

Militantes, ativistas, defensoras dos direitos humanos das mulheres, visam a ocupação dos mais diversos espaços da vida pública e de tomada de decisão pressionando o Estado para que crie políticas públicas nesse sentido.

Importante mencionar que as Nações Unidas declarou de 2015-2024 a década do afrodescendente como forma de fomentar o diálogo e promover políticas de diversidade com o fim maior de equidade racial e de gênero.

Essas ações envolve o combate à pobreza, à garantia de educação inclusiva e de qualidade, à igualdade de gênero e o empoderamento da mulher negra e à promoção do crescimento econômico sustentável, já que essa população é atingida massivamente por esses pilares sociais de forma interseccional entre raça, gênero e classe.

Angela Davis nos fornece elementos econômicos, político e ideológico no seu livro intitulado Mulheres, raça e classe que visa apresentar uma visão de mundo emancipatória e abolicionista pelos meios de produção instaurados pela escravização e pelo capitalismo.

 

[1] Tereza de Benguela, conhecida como rainha e heroína negra, viveu no século XVIII e tornou-se líder do Quilombo do Quariterê localizado no Mato Grosso, quilombo de negros e indígenas que resistiu de 1730 ao final do século articulado na sua estrutura econômica e política, produziam também algodão, milho, feijão, mandioca e comercializavam tecido na região.