Por Patrícia Rosa
A equipe de futebol Destemidas do Carimba denunciou ter sido impedida de disputar o torneio Amistosão do Carimba, realizado no último sábado (17), em Fortaleza (CE), após a organização barrar a participação do time devido à presença de uma jogadora trans. Segundo as atletas, a decisão foi comunicada apenas duas horas antes do início da competição.
O time postou um vídeo nas redes sociais explicando a exclusão. De acordo com a equipe, não havia nenhuma restrição no regulamento que proibisse a participação de jogadoras trans.
“Estávamos de acordo com o regulamento divulgado. Em nenhum momento fomos avisadas sobre o impedimento da inscrição dela, muito menos de que o torneio proibia a participação de jogadoras trans”, afirmou a representante do grupo, Jairylane Albuquerque. O caso foi registrado como transfobia na Delegacia de Apoio à Mulher (DEAM).
“Meninas, já tinha sido dito que nós não aceitamos trans em jogos femininos. Que fique claro que não é preconceito, até porque eu amo todas, é somente por conta da força, que não é a mesma”, diz a mensagem enviada pela organização.
A conversa seguiu com teor transfóbico. Em outro trecho, a organização afirmou que a atleta só poderia participar caso o torneio fosse misto, “e ainda entra como homem”.
Diante do ocorrido, a deputada estadual Larissa Gaspar se pronunciou, prestando solidariedade à jogadora Emily e à equipe Destemidas do Carimba.
“Transfobia é crime e precisa ser tratada como tal. Vamos acompanhar de perto todo o processo para que haja responsabilização e para que o direito de existir, competir e ocupar espaços seja respeitado”, declarou a parlamentar.
Além de serem barradas da participação no torneio, a postagem feita pelas Destemidas do Carimba também recebeu comentários transfóbicos e manifestações de apoio à organização do torneio.
*Com informações do Portal G1


