Por Andressa Franco

A partir de 2023, o Congresso Nacional vai receber as primeiras deputadas travestis e transexuais eleitas no país. Erika Hilton, do PSOL, representando o estado de São Paulo, e Duda Salabert, do PDT, representando Minas Gerais.

Erika Hilton foi a mulher mais bem votada do Brasil para vereadora em 2020, e esse ano figura como uma das 10 candidaturas mais votadas de São Paulo, com 256.903 votos. Enquanto vereadora, presidiu a Comissão de Direitos Humanos da Casa, e esteve à frente da CPI que investigou a violência contra pessoas trans do país.

Já Salabert conquistou 208.208 votos. A mineira foi a primeira pessoa trans a participar da disputa pelo Senado Federal, em 2018, mas não conseguiu se eleger. Desta vez se elegeu como deputada federal.

Duas deputadas estaduais transexuais também se elegeram. No Rio de Janeiro Dani Balbi (PCdoB), professora e doutora em ciência da literatura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, se elegeu com mais de 65 mil votos. Em Sergipe Linda Brasil (PSOL) será a primeira deputada trans do estado após receber 28.704 votos.

Apesar de receber um número expressivo de votos, 80.732, a primeira advogada trans negra de Pernambuco, Robeyoncé Lima, não conseguiu se eleger a deputada federal.