Por Jamile Novaes
Alvo da Operação Alerta Laranja, o ex-sargento da Polícia Militar, Nivaldo Guedes dos Santos, foi preso pela segunda vez na última terça-feira (13), sob acusação de importunação sexual contra crianças e adolescentes. Os crimes teriam sido cometidos durante o período em que o acusado atuou como coordenador disciplinar de uma escola militarizada em Teodoro Sampaio (BA).
Segundo informações do portal Bahia Notícias, mais de 23 vítimas menores de idade foram identificadas no município. As investigações indicam que Nivaldo se aproveitava do cargo para procurar por estudantes em situação de vulnerabilidade social, a quem oferecia auxílios assistenciais, como cestas básicas, e outras “premiações” em troca de sexo.
O caso foi primeiramente denunciado ao Conselho Tutelar do município, que acionou o Ministério Público da Bahia (MP-BA) para dar início às investigações. Em junho de 2025, o acusado chegou a ser detido em outra fase da Operação Alerta Laranja, mas foi liberado após recorrer na Justiça.
Quando a denúncia começou a ser apurada, ainda em 2023, pessoas ligadas ao caso relataram estar sendo coagidas a assinarem um abaixo-assinado que inocentava Nivaldo das acusações. Segundo as fontes, o documento estaria sendo distribuído por diretores em instituições de ensino do município. Algumas pessoas também teriam procurado a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) para solicitar proteção pessoal em decorrência de ameaças sofridas.
Após ser exonerado do cargo de coordenador disciplinar, em 2022, o ex-policial foi nomeado para o cargo de assessor especial do ex-prefeito José Alves da Cruz (Avante), popularmente conhecido como Bitinho. No entanto, a Promotoria de Justiça de Terra Nova chegou a receber denúncias de que Nivaldo estaria, na verdade, atuando como segurança pessoal e portando armas durante o serviço.
Denuncie
Em todo o país, crimes sexuais cometidos contra crianças e adolescentes podem ser denunciados ao Ministério dos Direitos Humanos através do Disque 100. No estado da Bahia, o Ministério Público também pode ser acionado pelo telefone 127, pelas Promotorias de Justiça ou através do site atendimento.mpba.mp.br.


