A família de Givanildo Lino aponta inveracidade na versão policial, que seria autora do assassinato do marceneiro

Por Daiane Oliveira

O marceneiro Givanildo Lino da Silva (36) foi baleado e morto durante uma operação da Polícia Militar da Bahia (PM-BA), no bairro de Portão, em Lauro de Freitas (BA), no último sábado (11). Ainda no sábado, um grupo formado por familiares de Givanildo e moradores protestou em um trecho da BA-099, Estrada do Coco cobrando por Justiça e que a morte de mais um homem negro pelo Estado não siga sem resposta. As manifestações voltaram a acontecer na manhã desta segunda-feira (13) com um coro de “assassinos” quando agentes da PM chegaram ao local para tentar conter a população. 

De acordo com a Polícia Militar, como sempre, informa que os agentes estavam em uma viatura na localidade conhecida como Vila Nova de Portão no Pé Preto, quando foram recebidos a tiros. A versão é contestada pela família que denunciou que a PM chega atirando no local. Givanildo Lino da Silva chegou a ser levado para o Hospital Menandro de Faria, mas não resistiu aos ferimentos.

Em nota a Polícia Militar informa que “os PMs visualizaram um grupo de homens armados que, ao avistar os policiais, efetuaram disparos contra a guarnição. Houve revide e, ao término da troca de tiros, os militares encontraram um homem caído ao solo, sendo imediatamente socorrido”, finaliza a nota acusando Givanildo de estar em porte de armas e drogas. A versão é questionada por familiares, amigos e conhecidos de Givanildo Lino da Silva.

A ocorrência foi registrada na Corregedoria da Polícia Militar que segue as investigações. Givanildo Lino da Silva deixa três filhos, sendo o mais novo de apenas 7 meses.