O Fundo Baobá acaba de lançar um edital com foco em crianças de 0 a 6 anos com o objetivo de selecionar iniciativas de apoio a famílias que, em seu núcleo, tenham mulheres e adolescentes grávidas, mulheres que deram à luz, homens responsáveis e corresponsáveis pelo cuidado de crianças nessa faixa etária, no contexto da pandemia Covid-19. A iniciativa está sendo realizada em parceria com a Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, a Porticus América Latina e a Imaginable Futures.

Podem pleitear a doação pessoas físicas que atuem nas áreas de saúde, educação e assistência social em apoio às famílias que vivem em contextos de desigualdades sociais, violência urbana e/ou intrafamiliar, desemprego, fome e outras adversidades agravadas pela pandemia, com experiência prévia comprovada em formular e implementar ações dirigidas a crianças de 0 a 6 anos; familiares e cuidadores de crianças nessa faixa etária, incluindo homens; mulheres e adolescentes grávidas ou no pós-parto; e/ou prevenção de violência intrafamiliar e atenção às vítimas.

Serão priorizadas propostas apresentadas por profissionais dessas áreas que se autodeclarem negros (as), indígenas, migrantes ou refugiados (as). O edital estará aberto no período de 06 a 26 de julho até as 23h59. A lista de selecionados será divulgada no site e nas redes sociais do Fundo Baobá em até 45 dias após o encerramento das inscrições.

A doação, de R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais) a R$ 5.000,00 (cinco mil e quinhentos) por donatário, será creditada na conta indicada no formulário de inscrição até dez dias úteis após a divulgação dos resultados.

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Triste cenário

A pandemia escancarou diferenças e aprofundou a pobreza. No entanto, pouco se tem falado sobre a realidade das crianças de 0 a 6 anos nesse contexto, como explica Selma Moreira, diretora-executiva do Fundo Baobá. “As crianças que nascerem agora serão as mais afetadas pela pandemia, pois vão passar a primeira infância em um ambiente ainda mais pauperizado e vulnerável do ponto de vista social e econômico. Por isso, a urgência do edital que selecione ações para apoiar esses núcleos familiares”, afirma.

Para os parceiros, o edital também é essencial neste momento. A iniciativa surgiu de uma grande parceria da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal com a Porticus América Latina e tem sido uma experiência de construção conjunta, de colaboração e aprendizados – agora, também com a Imaginable Futures. Para nós, este é um primeiro passo que poderá acarretar em futuras parcerias que demonstrem a intersecção das pautas da infância e de raça”, disse Maíra Souza, analista de Conhecimento Aplicado, da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal.

Para Mirela Sandrini, diretora regional da Porticus América Latina, é a oportunidade para contribuir com o avanço da equidade social, racial e de gênero. “A pandemia reforça a permanente urgência de aliar essa perspectiva com a agenda da primeira