Abaixo-assinado pela cassação de Zambelli já reúne 287 mil assinaturas

Por Andressa Franco

O ministro do Supremo Tribunal Federal (ST), Gilmar Mendes, autorizou no último sábado (5), que a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) seja ouvida imediatamente pela Procuradoria-Geral da República (PGR) a respeito da sua perseguição armada contra o jornalista negro Luan Araújo, de 32 anos, em São Paulo. A ação ocorreu na véspera das eleições do segundo turno e foi flagrada em vídeo.

A decisão é uma resposta ao pedido feito pela PGR, acionada pelo ministro para se manifestar sobre possíveis crimes cometidos pela parlamentar bolsonarista. A procuradoria, então, afirmou ser necessário ouvir Zambelli, antes de decidir sobre a abertura de inquérito para investigação.

Caso a deputada não compareça para depor, seja presencialmente ou à distância, o documento despachado por Gilmar Mendes autoriza que as investigações tenham início à revelia – sem que o réu conteste as acusações. Na publicação que autoriza a PGR a ouvir Carla Zambelli, o ministro do STF cita que os crimes de porte ilegal e disparo de arma de fogo podem ser atribuídos a ela.

Em nota enviada à imprensa, a assessoria de comunicação da parlamentar ressalta que a mesma é a “maior interessada” no depoimento, e que “tão logo intimada, Carla estará à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos”.

Sem informar nas redes sociais, Zambelli viajou para os Estados Unidos na última quinta-feira (3), posteriormente afirmou que para cumprir “agendas pessoais no país”. Antes da viagem, ela teve as redes sociais suspensas por determinação da Justiça por incentivar atos contra o resultado das eleições.

“Não divulguei a viagem aos Estados Unidos simplesmente porque não tenho onde publicar, oras!”, declarou a bolsonarista.

Cassação do mandato

Em função do ocorrido, PT, PSOL, Rede e diversos parlamentares levaram à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados uma série de pedidos de cassação do mandato de Carla Zambelli.

As representações estão sob análise jurídica e ainda não foram despachadas para a Comissão de Ética. Com objetivo de pressionar o Conselho de Ética da Câmara para acelerar o processo protocolado pelo PSOL e aprovar o pedido de cassação, a deputada Sâmia Bonfim reuniu mais de 287 mil assinaturas pela cassação de Zambelli. O abaixo-assinado tem como meta alcançar 300 mil assinaturas.

“Crime eleitoral, tentativa de homicídio, porte ilegal de arma. Zambelli não pode sair impune, para isso perder seu mandato e o foro privilegiado é o primeiro passo!”, diz o documento.

Para assinar a petição, clique aqui.