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Guia orienta profissionais da saúde a identificar e enfrentar o trabalho análogo à  escravidão

 Publicação e elaborado pelo Repórter Brasil reúne orientações para reconhecer sinais de exploração, acolher vítimas e fortalecer a rede de combate ao crime
Imagem: Wellyngton Souza/Sesp-MT

Texto: Divulgação

Com o objetivo de auxiliar profissionais de saúde a atuar na prevenção do trabalho escravo, a organização Repórter Brasil lançou o guia “Trabalho Escravo no Brasil – Saiba o que é”.

A publicação busca orientar os profissionais de saúde sobre como identificar casos de abuso no ambiente laboral, denunciar essas situações às autoridades competentes, oferecer atendimento adequado às necessidades de saúde das vítimas, notificar doenças e agravos relacionados ao trabalho, promover ações informativas e articular o enfrentamento do problema com outras instituições públicas e da sociedade civil.

O boletim elaborado pelo Repórter Brasil aponta que profissionais da saúde são importantes para a erradicação do trabalho escravo, já que podem reconhecer sinais de exploração laboral durante os atendimentos a usuários e nas inspeções sanitárias em saúde do trabalhador. Por meio de uma entrevista clínica que inclua questões sobre as condições expostas, avaliações de saúde física e mental, é possível identificar severos impactos decorrentes do processo de escravização. 

Dados do Ministério do Trabalho e Emprego apontam que, em 2025, foram realizados 2.772 resgates de trabalhadores expostos a condições análogas à escravidão. Pessoas negras compõem 83% dos resgatados. 

Trabalho análogo à escravidão é crime no Brasil, e está previsto no artigo 149 do Código Penal. As denúncias podem ser registradas de forma anônima no Sistema Ipê, plataforma digital criada pela Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT). Como também pelo aplicativo Pardal, do MPT; o Disque 100 e o aplicativo Direitos Humanos BR.

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