Homem é agredido com cacetadas e choques enquanto cadeirante leva chute no peito durante abordagem policial em Piracicaba (SP)

As agressões aconteceram na casa do rapaz que, além dos murros, agressões com cacetetes e choques de pistola taser, viu seu pai, um senhor cadeirante, levar empurrões

Da Redação

Mais um caso de violência policial contra pessoas negras ganha repercussão nas redes sociais. Dessa vez o ocorrido foi na comunidade de Canta Galo, em Piracicaba, no interior de São Paulo, na última segunda-feira (1). Imagens de um vídeo mostram um homem sendo agredido por três policiais da Rocam com cacetete e descargas de choque dentro de sua casa. Durante o ato truculento, o pai do rapaz, que é cadeirante, leva um chute no peito.

De acordo com informações do boletim de ocorrência, a situação teria começado após o rapaz ter visto um conhecido ser vítima de abordagem pelos mesmos policiais – que realizavam a ação por suspeitarem que uma motocicleta possuía características de furto, como informa nota divulgada pela PM. Ao se aproximar para ver o que estava acontecendo, os policiais pediram para que o homem, que aparece no vídeo, saísse do local, o que não foi feito.

As imagens que circulam nas redes sociais, mostram o rapaz já na frente de sua casa sentado no chão, enquanto os policiais estão em pé à sua frente. Quando levanta com a intenção de entrar em sua casa, os policiais o acompanham e continuam a sequência às agressões que vão desde cacetadas a choques. 

Ao invadirem a casa, os policiais não respeitam a presença de um senhor cadeirante, que é o pai do homem agredido. Ao questionar os motivos da agressão e tentar impedi-las, o senhor leva um chute no peito de um policial que joga uma estante sobre ele. O cadeirante também é empurrado e puxado pelo policial que passa por cima da cadeira de rodas. Mulheres que também estão na casa filmam toda a situação e pedem entre gritos e choros para que a violência cesse. Uma delas é empurrada e ameaçada. 

Em uma das tentativas de imobilização policial, o rapaz se recusa a ser preso informando ser trabalhador. Em outra ocasião ainda pergunta aos policiais se eles querem matá-lo. Nenhuma das intervenções de quem presenciou o caso, conseguiu pôr fim às agressões da polícia.

Nota

Em nota, a Polícia Militar informou que, com apoio da Força Tática, o rapaz foi levado até um pronto socorro da Vila Cristina, em seguida conduzido à delegacia e que “um Inquérito Policial Militar, com a finalidade de apurar todas as circunstâncias da ocorrência”. 

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