A marcha acontece no dia 13 de maio, com concentração no Final de Linha do bairro

Texto e Imagem: Divulgação

O Odara – Instituto da Mulher Negra, através do projeto Minha Mãe Não Dorme Enquanto Eu Não Chegar, irá realizar nesta sexta-feira, 13 de maio, a Marcha contra as Violências e o Genocídio do Povo Negro. O ato acontece a partir das 16h, com concentração no Final de Linha dos ônibus, no Nordeste de Amaralina, em Salvador (BA).

O objetivo da marcha é fomentar o debate público sobre as violências que acometem a comunidade negra de Salvador – sobretudo através da ação truculenta e criminosa das forças policiais. Além de, preservar a memória e pedir justiça pelas mortes de jovens negros e negras no estado da Bahia.

Em 2020 – primeiro ano da pandemia de Covid-19 – a letalidade policial no Brasil atingiu o número recorde de 6.416 ocorrências, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Segundo o último relatório de 2021 da Rede de Observatórios da Segurança, a Bahia tem a polícia mais letal da região Nordeste e apresentou o maior percentual de pessoas negras mortas em ações policiais. O relatório mostra que em Salvador, durante o ano de 2021, 100% das pessoas vitimadas pela polícia eram negras.

“Convidamos vocês a se juntarem a nós nesse movimento de denúncia destas violências, mas também de reafirmação dos nossos direitos, das nossas existências e da nossa dignidade”, convoca Gabriela Ramos, advogada, Mestre em Direito e técnica do projeto Minha Mãe Não Dorme Enquanto Eu Não Chegar.

O Minha Mãe Não Dorme Enquanto Eu Não Chegar é um projeto organizado pelo Instituto Odara, em parceria com o Centro de Arte e Meio Ambiente (CAMA), a Associação Artístico-Cultural Odeart e o Grupo Mulheres Em Luta, e há 7 anos atua no fortalecimento e promoção da organização política de mulheres mães e familiares de vítimas do Estado.

Serviço

O quê? Marcha contra as Violências e o Genocídio do Povo Negro

Quando? 13 de maio, às 16h

Onde? Final de Linha dos ônibus, no Nordeste de Amaralina, em Salvador (BA).