O atacante Hugo Rodallega e alguns de seus companheiros foram vítimas de racismo na Argentina

Por Daiane Oliveira

O atleta de 37 anos, Hugo Rodallega, conhecido dos brasileiros após atuação pelo Esporte Clube Bahia, denunciou ter sofrido racismo em partida na Argentina. O atacante do Independiente Santa Fe foi chamado de “macaco” por torcedores do Gimnasia y Esgrima, na última terça-feira (23), em La Plata, Argentina, durante partida válida pela Copa Sul-Americana.

O atleta informou que os gritos começaram após uma discussão no final do primeiro tempo, quando houveram as expulsões de Felipe Sánchez, do Gimnasia, e Wilson Moreno, do Santa Fe. O Independiente Santa Fe acabou sofrendo um gol no final do jogo, já nos acréscimos, perdendo por 1×0.

Em entrevista, ao canal ESPN, o atacante colombiano disse que era uma tristeza presenciar o racismo no futebol argentino. “É um desastre, é um desastre o que está acontecendo no mundo inteiro. É uma tristeza o que presenciamos aqui. Não estou dizendo que perdemos porque fomos ofendidos, mas o tema racismo já cansou. Já cansou que te chamem de macaco. Isso é uma falta de respeito, que tristeza”, disse Rodallega.

O Bahia, clube onde Rodallega atuou entre 2021 e 2022, manifestou apoio ao atleta. Na manhã desta quarta-feira (24), o clube compartilhou a foto de Rodallega com a seguinte mensagem: “Estamos contigo, Hugo, e contra o racismo ao redor do planeta. Não aguentamos mais.”

A Conmebol, organizadora do torneio, informou que abriu investigação para apurar a denúncia e que “é contra todo tipo de discriminação e inclusive aumentou as punições para combater o racismo no futebol.” A federação anunciou também a multa de US$ 100 mil ao Racing pelo crime de racismo cometido pela torcida do clube contra torcedores do Flamengo no empate por 1 a 1 em partida pela Libertadores realizada no começo de maio, também na Argentina.