Jornalista lança livro que trata sobre como a pandemia afetou de maneira distinta indivíduos negros e não negros

Para a ativista do movimento de mulheres negras, Jurema Werneck, a obra é "um livro de águas, ora calmas, ora puro turbilhão". O lançamento acontece na próxima terça-feira (14) na livraria Tapera Taperá, em São Paulo.

Para a ativista do movimento de mulheres negras, Jurema Werneck, a obra é “um livro de águas, ora calmas, ora puro turbilhão”. O lançamento acontece na próxima terça-feira (14) na livraria Tapera Taperá, em São Paulo.

Texto e Imagem: Divulgação

Na próxima terça-feira (14), a jornalista, defensora dos direitos humanos e escritora Rachel Quintiliano lança seu livro “Negra percepção: sobre mim e nós na pandemia”, às 18h na livraria Tapera Taperá, localizada na Galeria Metrópole, em São Paulo (SP).

A obra reúne uma série de artigos sobre temas diversos, escritos entre 2020 e 2022 e divididos em três capítulos, apresentando um olhar sobre como a pandemia de Covid-19 afetou de maneira distinta indivíduos negros e não negros. A publicação argumenta ainda como o período pandêmico abriu espaço para uma política de morte e revelou estratégias de resistência em um contexto de democracia frágil.

Para Rachel Quintiliano, assistir, ouvir, ler e, até certo ponto, sentir sobre o impacto da pandemia na vida de pessoas negras, atravessou sua escrita. Isso abriu espaço para posicionamentos, reflexões e dúvidas expressas em sua coluna mensal em um veículo de imprensa negra, agora reunidas em livro de 96 páginas.

Segundo a diretora-executiva da Anistia Internacional no Brasil e co-fundadora da ONG Crioula, Jurema Werneck, é possível encontrar no livro um conjunto de cicatrizes individuais, adquiridas na pandemia e por tudo mais que a injustiça oferece para as mulheres negras. Ao mesmo tempo que reconhece na publicação, caminhos para esperançar.

“É um livro de águas, ora calmas, ora puro turbilhão, que Rachel nos oferece. Num texto simples e agudo, oferece as águas com a nitidez do espelho, expondo o que somos – nós e aqueles outros que também deveriam ser parte do nós, mas a quem seu próprio racismo faz afastar, romper o pacto humano e, vezes demais, violentar. Nele, encontraremos também “um conjunto significativo de cicatrizes” (nas palavras da autora): as nossas, trazidas pela pandemia e pelo mais que a injustiça oferece a mulheres negras e a pessoas negras em geral. É neste livro-água-espelho que vamos encontrar, principalmente, o bom que há em nós e ter esperança”, diz a ativista.

Sobre a autora

Rachel Quintiliano é jornalista, defensora dos direitos humanos e escritora. Com uma abordagem simples, escreve sobre ser mulher negra na atualidade, que inclui passar por temas como racismo, machismo, discriminação, resiliência e amor-próprio.

Seus escritos são acessíveis, interessantes e uma fonte confiável de informações, porque são baseados em acontecimentos públicos, pesquisas e experiências pessoais, oferecendo uma visão aprofundada sobre cada tema.

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