Por Patrícia Rosa*
Um levantamento nacional identificou 19 coletivos indígenas LGBTQIA+ distribuídos pelas cinco regiões do Brasil. O Mapeamento Nacional de Coletivos Indígenas LGBTQIA+, realizado durante o Acampamento Terra Livre (ATL), em abril deste ano, foi desenvolvido pela Arandu – Rede Colaborativa de Pesquisa Povos Indígenas, Gênero e Sexualidade, em parceria com o Coletivo TYBYRA.
As informações foram coletadas por meio de um formulário digital, divulgado durante os dias de acampamento, além das redes sociais. Para Flávia Belmont, pós-doutoranda júnior no INCT Caleidoscópio e coordenadora do mapeamento, o objetivo do documento é dar visibilidade aos coletivos e incentivar a ampliação das redes e a consolidação de relações entre os coletivos.
“Principalmente mostrar para as pessoas indígenas LGBTQIAPN+ que esses grupos existem e que elas podem ter apoio e acolhimento nestes espaços, além de se fortalecerem política e pessoalmente.”
De acordo com o mapeamento, a região Nordeste possui sete organizações. Uma delas é o Coletivo Caboclas – Indígenas LGBTI+ do Ceará, que atua no fortalecimento político, comunitário e cultural da diversidade de gênero e sexualidade entre os povos indígenas do Ceará. Na Bahia, foram mapeados dois coletivos: o Coletivo Mboi Pinima e o Instituto Ipakéy.
O levantamento pode ser acessado pelo link. Nele o público poderá ter acesso a informações das organizações. Para a organização da pesquisa, o mapeamento também representa a construção de acolhimento e escuta sobre as pautas e demandas destas populações.
*Com informações do INCT Caleidoscópio: Instituto de Estudos Avançados em Iniquidades, Desigualdades e Violências de Gênero e Sexualidade e suas Múltiplas Insurgências.


