Liniker é a primeira mulher transgênero a ganhar a premiação, já Ludmilla, mulher negra e bissexual ganhou com seu álbum de samba e pagode

Por Patrícia Rosa

Imagem: Reprodução Grammy Latino

Na noite do Grammy Latino 2022, desta quinta-feira (17), duas mulheres negras brasileiras fizeram história. A cantora Liniker é a primeira mulher transgênero a vencer no prêmio, ela levou a estatueta com álbum de música popular brasileira, com Borboleta Anil. O Grammy é a mais importante premiação da música latina, e aconteceu em Las Vegas, nos Estados Unidos. 

Muito emocionada a multiartista discursou.“Sou uma cantora, compositora e atriz brasileira Hoje, algo histórico acontece na história do meu país: é a primeira vez que uma artista transgênero ganha um Grammy”,disse Liniker.

Na categoria concorriam nomes como Caetano Veloso (Meu Coco), Marisa Monte (Portas), Ney Matogrosso (Nu com a Minha Música), João Donato e Jards Macalé e Pomares (Síntese do Lance), de Chico Chico (Pomares).

A cantora é natural de São Paulo e tem 27 anos, ela intitulou o álbum premiado, como o dos seus sonhos e em suas redes e declarou que foi um trabalho de muita dedicação.

Já a cantora Ludmilla levou para casa o gramofone na categoria “Melhor Álbum de Samba/Pagode”, pelo sucesso do álbum “Numanice #2”. A cantora comemorou e dedicou o prêmio a Deus, a família e os amigos e todos que acreditaram  do projeto. “Eu estou muito feliz, nunca imaginei ganhar o Grammy”, discursou Ludmilla.