Da Redação

Imagem: Reprodução Itaú Cultural

O artista plástico indígena Jaider Esbell foi encontrado morto em seu apartamento em São Paulo na última terça-feira (2), aos 41 anos. Roraimense do município de Normandia, foi um dos destaques da mostra “Moquém_Surarî: arte indígena contemporânea”, da qual ele também era curador. A mostra foi exposta na 34ª Bienal de São Paulo do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), inicialmente prevista para 2020, mas realizada em setembro deste ano devido à pandemia de covid-19.

O trabalho do artista retratava a vivência indígena por meio da arte, especialmente do povo Macuxi, pelo qual era ativista, além de ser escritor. Em nota, o MAM lamentou profundamente a morte do artista e o definiu como “uma das figuras centrais do movimento de afirmação da arte indígena contemporânea no Brasil”.

Também em nota, o Governo de Roraima lamentou a perda do artista, destacando o legado que deixa “pelos valores culturais e artísticos dos povos indígenas”. Nas redes sociais, lideranças indígenas prestaram homenagem a Esbell.