Mulher trans negra, Makkeda sofreu mal súbito no último domingo (15) na presença de familiares

Por Andressa Franco

Imagem: Reprodução Redes Sociais

Foi sepultada na manhã desta terça-feira (17), a ativista trans Alessandra Ramos Makkeda, no Cemitério de Ricardo de Albuquerque, Zona Norte do Rio de Janeiro. Alessandra, mulher negra e trans, faleceu aos 41 anos na tarde do último domingo (15), em decorrência de um mal súbito. Segundo familiares, ela passou mal ao lado da mãe e do padrasto. 

Na segunda-feira (16), a ativista recebeu uma homenagem na audiência pública “Enfrentar a discriminação contra LGBTI+ no Rio”, na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A audiência realizou um balanço das políticas públicas voltadas à população LGBTI+ do estado nas áreas de educação, trabalho, saúde, assistência social, segurança e direitos.

Makkeda começou sua trajetória no ativismo em meados dos anos 2000, integrando o Grupo Arco-Íris, onde foi intérprete de Libras no projeto de prevenção para homens gays com surdez e na organização da Parada do Orgulho LGBTI+. Ela também foi responsável por fundar o Instituto Transformar Shelida Ayana, composto por Mulheres e Homens Trans, Transmasculines e Travestis, que atua no combate à LGBTIfobia.

Nas redes sociais, o Grupo Arco-Íris, lamentou a morte da fundadora. “O Grupo Arco-Íris está de luto e lamenta a partida precoce da doce e querida Alessandra Ramos na tarde deste domingo”.

Alessandra já havia atuado como assessora parlamentar do ex-deputado federal Jean Wyllys, e era assessora parlamentar da deputada estadual Dani Monteiro (PSOL). “É com um aperto gigante no peito e sem estar pronta pra me despedir de você, que venho falar da sua prematura partida. Alê, sei que o seu brilho seguirá nos iluminando e o seu sorriso sempre aberto, imenso e intenso será a marca da sua memória”, lamentou a deputada nas redes sociais.

Makkeda trabalhava ainda como Analista de Programas do Fundo ELAS, que também se manifestou através das redes sociais. “Perdemos uma colega de trabalho querida e uma grande força na luta pelos direitos das mulheres, das mulheres negras e das pessoas trans, também empenhada na garantia da acessibilidade por meio da tradução em LIBRAS”, escreveu.