Gabriela Wara foi diagnosticada com disfunção temporomandibular, o que a impede de tocar instrumento de sopro, dentre outras coisas

Por Daiane Oliveira

Imagem: Arquivo Pessoal

Filha de artesã apaixonada por música, Gabriela Wara Rêgo, 27 anos, cresceu com a influência musical em casa. Ainda adolescente, foi pela primeira vez em um concerto da Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA) com seu irmão, o contrabaixista Ejigbo dos Santos. Na ocasião, Gabriela lembra que ficou encantada com o solo tocado pela Diana Abadjieva, em um instrumento ainda desconhecido. Tratava-se do oboé.

Pelo alto custo do oboé, Gabriela achou que o sonho era algo distante. Foi quando no colégio que estudava, Instituto Central de Educação Isaia Alves (Iceia), em Salvador (BA), surgiu a oportunidade de participar de um coral. Depois a chance de receber aulas e um oboé emprestado de uma musicista para estudar e ter acesso aos Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia – NEOJIBA. “Foi a realização de um grande sonho”, lembra Gabriela.

No ano de 2012 Gabriela, estudando o oboé, ingressa na Orquestra Castro Alves, grupo intermediário do NEOJIBA, onde se desenvolveu, fez turnês, até mesmo pela Europa. No entanto, a vida de Gabriela Wara mudou em 2020, quando começou a sentir dores de cabeça, ouvido, ficava tonta e só começou a compreender que era algo mais grave quando não conseguia mais tocar o instrumento.

“Eu procurei diversos profissionais otorrino, neurologista, oftalmologista, dentista e só descobri que tinha disfunção quando fui fazer um cachê com a querida amiga Aline Falcão. Fui falando dos sintomas e ela perguntou se eu não tinha a disfunção. Foi muito difícil para ter o diagnóstico, muito difícil para acessar, muito difícil mesmo”, relembra Gabriela.

Agora, Gabriela Wara Rêgo lançou uma vaquinha on-line no valor de R$ 7 mil para custear o valor do tratamento que possibilitará a ela voltar a tocar o oboé.  A proposta dos profissionais é um acompanhamento que dura de 4 a 6 meses, mas o valor é inacessível para a jovem.

Residente do Subúrbio de Salvador, a musicista confessa ter medo de não conseguir voltar a tocar, mas não imagina a vida sem o oboé. “Tocar oboé, fazer música é como se fosse uma abertura de caminho, um ebó para minha cabeça, é um lugar que você sente que se encaixa, é um motor que me impulsiona, traz muitos desafios.”, diz Gabriela.

As contribuições podem ser feitas através de:

PIX: 71996334363 – Gabriela Rêgo Rocha, banco Nubank,  

Por transferência bancária: Banco do Brasil – Ag. 3459-2 Cc. 107957-3

Vaquinha virtual no link: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajuda-para-gabi-voltar-a-tocar-oboe