Por Patrícia Rosa

As parlamentares paraenses Lívia Duarte (PSOL) e Bia Caminha (PT), foram vítimas de ameaças de morte e ofensas racistas. Lívia é deputada federal, e Bia Caminha é vereadora de Belém (PA). A violência contra a deputada aconteceu na noite da última terça-feira (18),  as mensagens ofensivas aconteceram através do seu e-mail institucional.

“Nós sempre fomos ameaçados, desde  que comecei meu mandato de vereadora. Mas, recebi uma ameaça pela primeira vez pelo e-mail de trabalho. Muito criminoso, dizendo que eu iria encontrar a Marielle em breve”, declarou a deputada.

O PSOL se manifestou através de uma nota de repúdio a violência política contra a deputada.

“A violência sistêmica enfrentada por Lívia desde o início de sua vida pessoal e, por logo, política, reflete um sistema que nos diz diariamente que os lugares de poder não são lugares para mulheres, pretas, mães e periféricas. Não aceitaremos mais nenhuma tentativa de nos calar, não toleraremos mais nenhum ataque à democracia e aos defensores e defensoras dos direitos humanos em nosso país”, diz um trecho da nota. 

A polícia civil e federal foram acionadas, investigam o caso e buscam a autoria do crime. Lívia fala sobre a importância da discussão sobre a violência política contra parlamentares e mulheres negras. “Nós tivemos o auge disso com a execução da Marielle em público, em via pública, então nós precisamos discutir essa sociedade adoecida pelo ódio e tão estimulada pelo ex-presidente da república Jair Bolsonaro”, declarou a deputada.

As ameaças de morte a vereadora Bia Caminha (PT) também aconteceram por e-mail, na madrugada de segunda-feira (17). De acordo com informações de uma nota publicada pela Juventude do PT, as ameaças chegaram por e-mail nominal, com o teor racista, LGBTfóbico e com violência política, declarando que a vereadora seria “eliminada em breve”.

“Diante de tais ameaças a via e a segurança de nossas militantes, acreditamos na necessidade do fortalecimento da Política Nacional de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos, da luta por mudanças de valores por meio do respeito, da cultura e da paz  e solidariedade do nosso povo”, diz a nota.

Bia Caminha, de 21 anos, foi eleita vereadora mais jovem de Belém e é vice-presidente estadual do partido. A parlamentar se manifestou através das suas redes sociais.

“Felizmente todos ofícios e todas as autoridades que entramos em contato deram resultado, porque nosso inquérito tá seguindo o seu prosseguimento da forma mais rápida possível. Nós não vamos permitir virar refém do bolsonarismo, da extrema direita do nosso país, não vou virar refém de crime de ódio, vamos estar  vai estar aqui lado a lado até a gente descobrir quem fez essa ameaça e essa pessoa se responsabilizada e punida segundo a gente no nosso país.”