Para Divulgação
O Projeto Okàn Dúdú – Conectando Terreiros realiza sua segunda edição no próximo sábado (18) e domingo (19), em Salvador (BA). Com rodas de conversa e oficinas voltadas ao protagonismo das mulheres negras no Candomblé, o evento integra o Circuito Mulheres Negras em Movimento 2026.
As atividades acontecem no Terreiro Ilê Axé Alarabede, no bairro do Engenho Velho da Federação, e Hunkpame Kare Lewi, em Cajazeiras, reunindo lideranças religiosas, artistas e a comunidade para discutir a preservação das tradições, o protagonismo feminino, cultura, economia criativa nos espaços de terreiro, o cuidado com as agbás, entre outros tópicos. A programação é gratuíta. Com o tema “Do Corre à Plenitude”, a atividade propõe uma reflexão sobre o direito das mulheres negras ao descanso, ao bem viver, a memória e a cultura.
O primeiro dia do evento acontece no Ilê Axé Alarabede, a partir das 9 horas, com a roda de conversa: “O papel das mulheres pretas como lideranças no Candomblé e sua importância para a comunidade”, produzida junto ao Projeto Samba D´Ayó, que integra a área cultural do terreiro. A mesa contará com a participação de Amana Simões e Altamira Simões, para discutir os desafios e as conquistas das mulheres negras nos espaços religiosos e na sociedade. Na sequência, a escritora Lorena Lacerda ministra a Oficina de Poesia, que utiliza a escrita como instrumento de expressão, fortalecimento e valorização das experiências das mulheres negras.
No domingo (19), a programação começa a partir das 13 horas, no Terreiro Hunkpame Kare Lewi com a roda de conversa “Como manter o legado ancestral vivo através das novas gerações?”, propondo uma reflexão sobre os desafios da continuidade das práticas e dos conhecimentos Candomblé diante das transformações sociais, tendo a participação de Deré Oyagenan, Lindiwe Onawale e membros da comunidade.
O encerramento será com uma oficina de toques sagrados, conduzida pela Egbon Emily Vitória, que apresentará os diferentes ritmos utilizados nas cerimônias, a execução e sua importância para a preservação dessas práticas religiosas.
Idealizado pela jornalista Laísa Gabriela de Sousa, a iniciativa nasceu em 2022 com o objetivo de ampliar o reconhecimento do Candomblé por meio da comunicação, registrando histórias, trajetórias e práticas religiosas compartilhadas por sacerdotes, sacerdotisas, agbás, ogans, ekedis, yawôs e abiãs de diferentes nações.
Serviço – Salvador Capital Afro / Mulheres Negras em Movimento Apresenta: Okàn Dúdú – Conectando Terreiros
Data: 18 de julho
Local: Ilê Axé Alarabede – Engenho Velho da Federação
Café da manhã 9h
Roda de Conversa – 9h30: O papel das mulheres pretas como lideranças no Candomblé e sua importância para a comunidade.
Oficina: 11h
Almoço de encerramento: 12h
Data: 19/07/2026
Local: Hunkpame Kare Lewi – Cajazeiras
Abertura: 13h
Roda de Conversa – 13h30: Como manter o legado ancestral vivo através das novas gerações?
Lanche: 14h45
Oficina – 15h: Oficina de Toques Sagrados com Emily Vitória
Encerramento: 16h
Mediação: Laísa Gabriela
Entrada gratuita.


