Vizinha que proferiu ofensas racistas contra o influenciador Eddy Jr. é condenada a deixar apartamento em São Paulo

O Tribunal de Justiça - SP determinou que a desocupação da aposentada e do seu filho corra em até 90 dias por "comportamento antissocial"

Por Karla Souza

A 29ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo ordena que Elisabeth Morrone deixe seu apartamento no condomínio United Home & Work, na Barra Funda, devido a ofensas racistas dirigidas ao influenciador digital, músico e humorista Eddy Jr. O prazo para a desocupação é de 90 dias, com medidas coercitivas previstas em caso de descumprimento. A decisão foi tomada em resposta a um pedido da administração do condomínio.

Emitida em 30 de abril e publicada oficialmente nesta quarta-feira (17), a sentença foi baseada em provas que apontam o “comportamento antissocial” de Morrone e de seu filho. Documentos revelaram diversas reclamações infundadas registradas por ela, além de comportamentos agressivos e racistas. As evidências foram consideradas contundentes pela juíza responsável pelo caso.

Além da ação movida pelo condomínio, Elisabeth Morrone teve negado seu pedido de anulação de multas aplicadas pelo condomínio e de indenização por danos morais. A aposentada havia solicitado essas anulações, alegando prejuízos injustificados, mas a justiça considerou as penalidades e manteve todas as sanções.

Relembre o crime

O caso que desencadeou a ação ocorreu em outubro de 2022, quando Eddy Jr. compartilhou um vídeo que mostrava Elisabeth proferindo ofensas racistas. O vídeo registrou a mulher chamando o vizinho de “macaco”, e recusando-se a entrar no mesmo elevador que ele. A gravação também mostrou a moradora acusando o humorista de roubo e promovendo manifestações agressivas na porta do apartamento dele.

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