Da Redação
A Coalizão Internacional de Territórios e Povos Afrodescendentes da América Latina e do Caribe (CITAFRO) emitiu no último sábado (3) um comunicado condenando o ataque militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, realizado no mesmo dia. As Forças Armadas estadunidenses bombardearam a região de Caracas, capital do país, deixando 40 mortos e capturando o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.
Na nota emitida, a entidade internacional repudia o uso da força armada e da intervenção militar contra qualquer país soberano. O ataque, ordenado pelo presidente norte-americano Donald Trump, viola o Direito Internacional, que prevê o respeito a princípios como soberania, independência política e integridade territorial. A CITAFRO ainda reforça a autodeterminação dos povos e o direito intransponível de viver em paz, sem interferências estrangeiras.
A coalização faz um apelo para que outras unidades latinoamericanas e caribenhas se unam na resistência contra o que chama de “Neocolonização Imperialista”. O documento critica os interesses estadunidenses ligados à exploração de petróleo na Venezuela e afirma que uma das estratégias para evitar este tipo de ameaça é investir na transição para um modelo energético que reduza a dependência de combustíveis fósseis, com foco em justiça ambiental e bem-estar das comunidades.
A CITAFRO ainda lamenta as mortes de civis decorrentes de operações militares e afirma que cada perda de vida deve ser atribuída à responsabilidade de quem promove o conflito.


