Por Jamile Novaes
De acordo com nota emitida pela Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ), as câmeras corporais dos três policiais envolvidos na morte de Andrea Marins Dias estariam desligadas no momento da perseguição e suposta troca de tiros que atingiu a médica. A corporação afirmou que análises técnicas preliminares identificaram que os equipamentos estavam descarregados e não registraram a ocorrência.
Ainda segundo a PMERJ, os policiais deveriam ter voltado à base quando notaram que a carga das baterias havia terminado. “Existem normas rígidas que determinam que os policiais, ao perceberem qualquer tipo de falha ou mau funcionamento das câmeras, devem regressar à unidade de origem para substituição dos equipamentos”, afirma trecho da nota.
O caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e a Corregedoria Geral da PM também instaurou um inquérito para apurar internamente o ocorrido. Desde a última segunda-feira (16), os agentes envolvidos na perseguição foram afastados das atividades externas da corporação até que as investigações sejam concluídas.
Sobre o caso
Andrea Marins Dias foi baleada e morta durante uma ação policial em Cascadura, na Zona Norte do Rio de Janeiro, no último domingo (15). Segundo a PM, agentes do 9º BPM realizavam perseguição a suspeitos de assaltos em um carro branco, que teriam ignorado a abordagem e atirado contra os policiais, dando início a uma troca de tiros.
Após os disparos, os agentes abordaram um T-Cross branco, onde Andrea estava sozinha, já morta, com uma perfuração por arma de fogo. Médica oncologista, mastologista e ginecologista, com mais de 28 anos de experiência, ela voltava da casa dos pais no momento em que foi atingida.


