Por Patrícia Rosa*
Salvador (BA) recebe na próxima terça-feira (14), a primeira exibição do documentário “Juntas pelo Bem Viver: Vozes da Marcha das Mulheres Negras”. O evento acontece no Cine Glauber Rocha e a entrada é gratuita. Os ingressos podem ser retirados na bilheteria do cinema, no dia do evento a partir das 18h30.
A produção do longa teve o objetivo de ampliar a visibilidade da segunda Marcha das Mulheres por Reparação e Bem Viver, realizada em novembro de 2025, e reuniu 300 mil mulheres negras em Brasília (DF). A primeira edição aconteceu no dia 18 de novembro de 2015 e mobilizou 50 mil mulheres nas ruas do Distrito Federal, sob o lema “Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver”. O filme foi realizado pela Coalizão de Mídias Negras Feministas, formada por veículos como AzMina, Gênero e Número, Alma Preta, Instituto Mídia Étnica e Nós, Mulheres da Periferia.
Também será lançado o estudo“Da Marcha ao Bem Viver: uma década de avanços, desafios e disputas pelos direitos das mulheres negras no Brasil”. A publicação propõe rememorar e refletir sobre a trajetória construída entre as edições de 2015 e 2025, destacando os avanços, desafios e disputas por direitos.
Produzido pelo Instituto Gênero e Número, o Observatório da Branquitude e Oxfam Brasil, em parceria com a Marcha das Mulheres Negras, a pesquisa reúne dados sobre esse período.
A programação da noite começa com a apresentação do levantamento, seguida da exibição do documentário e para fechar a noite, um bate-papo com participantes do filme e representantes das organizações realizadoras.
O documentário reúne nomes importantes na construção das Marchas, como a ativista Valdecir Nascimento, que esteve na articulação tanto de 2015 quanto a de 2025, a ativista e jornalista Juliana Gonçalves e Keise Helena, estudante de Ciências Sociais que participou pela primeira vez da mobilização no ano passado.
No teaser do filme, Juliana afirma que o Bem Viver se sustenta no imaginário político de mulheres negras há dez anos. Nascimento define a Reparação e o Bem Viver, eixos da última edição da Marcha, como “a gestão do impossível”.
A atividade incorpora a agenda da 14ª edição do Julho das Pretas, que reúne 675 atividades, realizadas por 292 coletivos em 23 estados e três países.
Com informações do Portal Umbu*

