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Ipeafro promove debate sobre o protagonismo de mulheres negras na história do Teatro Experimental do Negro

Encontro virtual gratuito reúne pesquisadoras para discutir a atuação de artistas e intelectuais negras na construção do Teatro Experimental do Negro e da cultura afro-brasileira
Arinda Serafim, Marina Gonçalves e Abdias Nascimento em ensaio para a peça “O Imperador Jones”. Imagem: José Medeiros

Texto: Divulgação

O Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro) realiza nesta quinta-feira (9), às 19h30, mais uma edição da Coluna Pensar Africanamente. Com transmissão ao vivo no YouTube, o encontro vai discutir a contribuição das mulheres negras para a construção do Teatro Experimental do Negro (TEN), iniciativa que marcou a história da cultura brasileira ao ampliar o protagonismo da população negra nas artes e no debate público

Criado por Abdias Nascimento em 1944, o TEN tornou-se um marco na luta contra o racismo ao abrir espaço para artistas negros nos palcos brasileiros e incentivar ações voltadas à valorização da cultura afro-brasileira. Além da atuação artística, o grupo também desenvolveu iniciativas nas áreas de educação e mobilização social.

A atividade destaca o papel desempenhado por mulheres negras na consolidação do TEN, tanto como atrizes quanto como organizadoras e articuladoras políticas. Entre os nomes lembrados estão as atrizes Ruth de Souza e Léa Garcia, que contribuíram para fortalecer o projeto e ampliar a presença de pessoas negras nos espaços culturais.

O debate será conduzido por Elisa Larkin Nascimento, presidente e cofundadora do Ipeafro, e por Clícea Maria Miranda, diretora executiva e coordenadora do setor de Pesquisa e Documentação da instituição. A abertura do encontro contará com uma performance artística da fotógrafa e escritora Hercília Amorim.

Durante a transmissão, também será realizado o sorteio de dois exemplares do livro “Guerreiras da Natureza”, organizado por Elisa Larkin Nascimento. As regras para participação está disponíveis no Instagram do Ipeafro.

Fundado em 1981 por Abdias Nascimento e Elisa Larkin Nascimento, o Ipeafro atua na preservação e difusão do legado do intelectual, artista e ativista, além de manter o acervo histórico do Teatro Experimental do Negro e do Museu de Arte Negra. A instituição reúne documentos, fotografias, registros audiovisuais, obras de arte e outros materiais que registram a trajetória de Abdias Nascimento e de organizações dedicadas à valorização da cultura e da memória da população negra.

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